Gamer Lifestyle

O blog do Fabão

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    Este é um blog sobre o estilo de vida gamer, o estilo de quem compreende os jogos eletrônicos como forma de arte, cultura, negócio e entretenimento; o estilo de quem joga, mas sobretudo de quem pensa os jogos; o estilo de quem se assume gamer, e vê nisso não um escapismo, mas um complemento a todos os outros aspectos e aspirações de sua existência serenamente revolta. Espere tópicos filosóficos, amenidades, discussões, polêmicas, opinião, tudo isso junto e nada disso também. Enfim, viva o estilo de vida gamer e venha aqui debatê-lo.
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Archive for the 'Querido diário' Category

E3 2009: fotos com os famosos

Posted by Fabão on 28th junho 2009

A décima-quinta edição da Electronic Entertainment Expo rolou faz quase um mês e, como neste ano eu tive a oportunidade de visitar o evento, junto com Humberto Martinez, Felipe Azevedo e Nelson Alves Jr., além de mais amigos que também foram cobrir a feira, estive extremamente ocupado durante as últimas semanas. Como o Gamer Lifestyle anda bastante carente de postagens verdadeiras (porque os resumos dos twitts do dia continuam firmes e fortes), resolvi fazer um tópico rápido no estilo do que fiz quando voltei da TGS 2008: fotos com os famosos.

Eu tenho um projeto pessoal de tirar fotos com o maior número de gente da indústria de games, então aproveito a oportunidade de cada evento internacional para engrossar a lista. Esta E3 foi bastante proveitosa, já que consegui retratos em sua maioria inéditos (apenas um foi reprise): o primeiro dia de evento já começou, logo de cara, com Yoshinori Kitase, o homem por trás de Final Fantasy VII, VIII, X e XIII, enquanto pegávamos as credenciais para a coletiva da Microsoft (de quebra, soube por antecipação que FFXIII seria parte importante do evento da MS). No mesmo dia, no hall de entrada para a coletiva da MS, avistei Takashi Sensui, o responsável pelo Xbox 360 no Japão (parabéns pelo marco histórico de 1 milhão de unidades na terra que não valoriza o Xbox, Sensui! =p). O dia seguinte foi o mais profícuo: teve um encontro com Kazunori Yamauchi, criador de Gran Turismo, na saída da coletiva da Sony; foto com Atsushi Inaba (o único com quem eu já havia tirado foto), fundador da Clover e Platinum Games, e Shinji Mikami, criador de Resident Evil, a caminho da festa da Nintendo; e, já na festa, flashes com Suda 51, criador de killer7 e No More Heroes, e o único não-japonês, mas ainda assim oriental Alexey Pajitnov, o criador de nada menos que Tetris (cuja notoriedade e simpatia causaram comoção e renderam um retrato coletivo com as participações especiais de Théo Azevedo e Nelson Alves Jr.). Nos recantos do Los Angeles Convention Center, já durante a E3 propriamente dita, ainda consegui registros com Hideki Kamiya, também da Platinum Games, responsável por Bayonetta, um dos meus jogos favoritos da feira; e Akitoshi Kawazu, responsável pelos Final Fantasies menos Final Fantasy de todos e, segundo uma teoria conspiratória e infundada minha, puxador do tapete de Yasumi Matsuno na Square Enix (mais por birra minha mesmo depois que o criador de FFT, VS e FFXII saiu da empresa em circunstâncias muito mal explicadas) – mas Kawazu foi simpaticíssimo, de qualquer forma.

Fique, então, com a galeria e, se eu encontrar mais um tempo, farei uma postagem com histórias não-contadas desta viagem. Rolou muita coisa engraçada. xD

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Tokyo Game Show 2008: fotos com os famosos

Posted by Fabão on 25th janeiro 2009

Tokyo Game Show 2008

O principal motivo de eu ter ficado quatro meses sem atualizar o Gamer Lifestyle foi a viagem para o Japão no início de outubro de 2008, para cobrir, pela primeira vez na minha vida e na história da Editora Europa, a Tokyo Game Show (fiquei por lá uma semana, mas acumulei trabalho por meses). Foi uma oportunidade inesquecível para mim por diversos motivos, sobre os quais ainda voltarei a falar aqui, mas hoje decidi tratar de um motivo em especial: a proximidade com os game designers.

Assim como na E3, os diretores e produtores dos jogos circulam pelos pavilhões normalmente, e em alguns casos até mesmo oferecem instruções para os interessados. A maioria deles, pelo que notei, prefere ficar um pouco distante, observando as reações daqueles que experimentam seus jogos.

Sempre que eu reconhecia uma dessas figuras da indústria, eu abordava educadamente (com um japonês bem macarrônico) para tirar uma foto. Foi assim que consegui registrar os momentos que publico abaixo, ao lado de Toshihiro Nagoshi, Yuji Naka, Masahiro Sakurai, Koji Igarashi, Hiromichi Tanaka, Atsushi Inaba e Ken Lobb, que estava andando por lá também e ficou surpreso ao se ver reconhecido. Clique nas imagens para vê-las ampliadas e com legendas (talvez não funcione pelo leitor de feeds, então, se for o seu caso, recomendo ver a página direto no site; ah, tente visualizar as fotos no modo PicLens – adorei esse plugin!!!).

Em breve, mais registros e memórias dessa viagem inesquecível…

(Crédito para a imagem de abertura: Impress Watch)

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Posted in Editora Europa, Eventos, Japão, Querido diário | 15 Comments »

Como você joga?

Posted by Fabão on 2nd julho 2008

Post curtinho, só para promover uma discussão interessante. Durante a madrugada passada, terminei Metal Gear Solid 4. Minhas impressões estão a caminho, e prometo uma análise aprofundada aqui no Gamer Lifestyle, mas o que quero discutir hoje é a maneira de jogar. Ao final da minha jornada com Snake, o contador marcava 35h11m23s. Isso é muito em comparação com amigos que terminaram pela primeira vez em 20 horas ou menos (claro, o jogo pode ser terminado em muito menos, mas me refiro aqui à primeira apreciação).

Tenho essa tendência a me demorar muito num jogo: dos últimos aos quais me dediquei, concluí Final Fantasy XII em 102 horas (quando eu decidi ver o final, pois continuei jogando muito mais depois disso), Kingdom Hearts II com 45 horas, Resident Evil 4 com 30 horas, Metal Gear Solid 3 com 29 horas, Zelda: Twilight Princess com 65 horas, Metroid Prime 3 com 23 horas (isso no relógio do jogo, que é picareta e não conta diversas coisas; estimo que tenham sido umas 35~40 horas reais), para citar alguns.

Por que demoro tanto? Porque não consigo resistir ao ímpeto de falar com todo mundo três vezes seguidas, retornar para ver o caminho “errado” quando percebo que estou indo pelo “certo”, completar atrações paralelas e ficar contemplando por alguns bons minutos cada nova sala visitada. Tenho amigos que jogam da mesma maneira, como também outros que preferem o jogo rápido, por razões várias.

E você, como procura aproveitar seus jogos? Por que prefere jogar assim? Diga lá.

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Posted in Comportamento, Discussão, Divagações, Jogadores, Querido diário | 32 Comments »

Meme: Como é a sua mesa de trabalho?

Posted by Fabão on 7th junho 2008

Recentemente, adorei ficar de espectador curioso de um meme iniciado pela game dev Miwi: Como é o seu desktop? Agora, resolvi não apenas fazer parte de um novo meme, mas iniciá-lo, inspirado por um projeto legal que o Brian Crecente levou ao Kotaku um tempo atrás: “Work and Play: A Peek Inside the Lives of Gaming’s Greatest“. Foi uma coletânea responsa que o Crecente conseguiu agregar com fotos das mesas de trabalho e salas de jogos de pessoas da indústria de games.

Neste novo meme, a proposta é parte do que foi o trabalho do Kotaku: mostrar a sua mesa de trabalho, esteja ela em casa ou no trabalho mesmo, seja ela usada só para trabalho ou para lazer também. Obviamente, nem precisa ter itens relacionados a games, é só para examinar se tem fundamento a teoria de que a mesa de uma pessoa diz muito sobre ela. Para inaugurar, fotos da minha mesa do trampo (um pouco mais organizada que o de costume, para esta ocasião especial), logo após o “salto”…

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Posted in Comportamento, Divagações, Meme, Miscelânea, Querido diário | 17 Comments »

Novo visual

Posted by Fabão on 25th maio 2008

Estava um pouco cansado daquele tema que o Gamer Lifestyle usa desde a estréia, em outubro de 2006, então resolvi mudar. Troquei o tema, dei uma mexida na disposição dos widgets nas barras esquerda e direita e revisei meu blogroll. Se você recebe as atualizações via RSS, vale dar uma visitada. Aliás, quem assina o RSS e quem visita o site pela web?

E então, o que achou do novo visual? E das informações exibidas em cada tópico? E da disposição dos recursos nas colunas laterais? Gostaria de opiniões para ajustar o novo look e melhorá-lo aos poucos. ^_^

Ah! Quanto o blogroll, esqueci de alguém? Mais alguém quer figurar na lista? Diga lá… ou aqui. :P

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Novos rumos

Posted by Fabão on 5th setembro 2007

Antes de começar (tarde demais, já comecei), gostaria de agradecer aos cerca de 70 visitantes que insistem em visitar meu blog mesmo com quase meio ano sem atualizações – tudo bem que a maioria deles seja de curiosos que vieram parar aqui buscando por termos como “25 de março + insira-um-termo-aqui” ou “detonado de zelda/final fantasy”. Obrigado, desavisados.

Aos que vêm aqui vez ou outra dentro do contexto, só posso dizer que os últimos meses foram extremamente puxados, e por isso a falta de novos tópicos no Gamer Lifestyle. Quem acompanha a EGM Brasil certamente notou que ela passou por mudanças, na busca eterna pela melhor qualidade possível. Quem participa de discussões pela internet em fóruns e comunidades do orkut pode ou não ter ouvido falar sobre o corte de colaboradores – se não, basta comparar os expedientes de algumas das últimas edições. Mais recentemente, a EGM Brasil passou a ter 132 páginas, e só posso dizer que fazer uma revista desse tamanho com pouquíssimos (mas dedicados e talentosos) freelancers é um desafio tremendo. Por isso, sobrava pouco ou quase nenhum tempo para tarefas secundárias, como atualizar blogs pessoais, por exemplo.

Bom, agora que fiz a devida introdução para explicar a longa ausência nesse espaço virtual, vamos ao assunto que dá o nome a esse tópico. Não de hoje, mudanças vêm acontecendo na Futuro, como acontecem em qualquer outra empresa. E como quaisquer mudanças, nem todas são bem aceitas. Assim, algumas delas vinham gerando insatisfações, formando um clima de mudanças importantes que foi sentido pelos mais atentos. O profeta Pablo Miyazawa assim prenunciou em seu blog no dia 24 de agosto, uma sexta-feira daquelas:

“Eu nem deveria falar sobre isso, mas… as coisas andam um tanto agitadas no sempre agitado mercado editorial especializado brasileiro. Por motivos óbvios, não dá para adiantar ainda o que está rolando, mas eu sugiro que os leitores fiéis fiquem de olho nos expedientes das revistas dentro de um ou dois meses. Mudanças de arrepiar.”

Exatamente uma semana depois, era realizada uma festa de despedida histórica numa casa disputada no bairro da Liberdade, em São Paulo, madrugada adentro. Ainda sob o desconhecimento do público, despedíamo-nos da Futuro eu, Renato Bueno (editor assistente da EGM Brasil, Robson Teixeira (editor de arte) e Homero Letonai (designer gráfico), com a presença em massa de amigos do meio jornalístico e artístico de games e suas respectivas esposas/namoradas(os). Marcaram presença (em ordem alfabética, pra não privilegiar ninguém, já que todos foram importantes): André Forte, Bruno Zerbinatti, Camila Dourado, Carlo Médici, Cláudio Prandoni (em nome de toda a equipe Continue), Danilo Carandina, Eric Araki (+ esposa), Felipe Azevedo, Flávia Gasi (+ namorado), Gustavo Lanzetta, Gustavo Petró (+ pai e namorada), Humberto Martinez, Marco Souza (e amigos), Mariana Russo, Nelson Alves Jr. (+ esposa), Pablo Miyazawa (+ carisma), Ricardo Farah (+ esposa), Rodrigo Guerra, Rômulo Máthei, Ronaldo Testa, Stephanie Lawrence e Suzana Bueno – sem contar o quarteto de anfitriões, é claro. Foi uma festa regada a cerveja, sinuca, karaokê, lembranças, conjecturas e planos – Bueno, coloca o flyer da festa no Freeko pra gente ver, vá.

Mas para chegar nesse momento especial do espaço-tempo, muita coisa se desenhou nos bastidores antes. Coisas que só nessa semana ensaiaram alguns passos para se tornarem públicas. Bom, na verdade, a coisa toda começou em tom misterioso no final de semana mesmo, um dia depois da festa, quando o Nelsão postou no GameBlog um “teaser”:

“Novidade das boas

Tem uma bomba atômica pra contar, mas não serei eu a abrir o bico…

só posso adiantar que o time de games da Editora Europa vai crescer. Em breve. A contratação já está concluída e é de peso. :P

Algum palpite?”

A discussão (e as pistas) continuaram pelos dias seguintes, até que, ontem, o Bueno começou um “pronunciamento oficial” no orkut e eu aproveitei o ensejo. A notícia tem então repercutido, tanto nas comunidades quanto nos blogs de figurões. E foi esse burburinho (além da maior disponibilidade de tempo livre, ao menos nessa semana) que me fez vir aqui, registrar uma satisfação mais clara.

Portanto, agora é público, notório e oficial: meu último dia de trabalho na Futuro foi sexta-feira passada e, a partir do dia 10, começo minha jornada na Editora Europa, escrevendo para as publicações de games da casa (e, se pá, até mesmo para as outras, como a Revista dos Vegetarianos) e, em paralelo, cuidando de um projeto ainda secreto e promissor que tem tudo a ver com um dos meus interesses em jogos – GameBlog, aguarde minha devida apresentação em breve.

Encerro meu ciclo de seis anos e três meses na Conrad/Futuro/Tambor feliz por ter conhecido pessoas maravilhosas, realizado projetos empolgantes e crescido tanto pessoal e profissionalmente. Reforço: saí por divergências ideológicas. Insisto: a vida continua. A EGM Brasil e demais publicações de games da casa tiveram outros editores antes de mim, e a equipe que permanece na Futuro é da mais alta categoria e competente o suficiente para levar a história de sucesso adiante.

Quanto aos amigos dissidentes, cada um vai para um canto. O Homero descolou uma vaga na chefia de arte da Editora Escala. O Robson vai continuar freelando até encontrar um novo desafio que o empolgue. O Bueno, bem, não vou contar que ele logo começa no portal G1 escrevendo sobre jogos e tecnologia; prefiro deixar que ele conte oficialmente no blog dele.

E, com isso, esse Gamer Lifestyle deve voltar à vida – pelo menos é o que eu planejo. Mais novidades em breve…

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Garimpada na 25 de março

Posted by Fabão on 7th dezembro 2006

Antes de começar, algumas atualizações sobre a EGM Brasil 59:
1) As três capas: Halo 3, Resistance e Zelda: Twilight Princess, uma pra cada console da nova geração.
2) Tem uma nova seção chamada Spoiler. Já dá pra imaginar o propósito? Nada melhor para estrear o espaço do que: Final Fantasy X.
3) A revista enfrentou problemas na gráfica, o que resultará em atraso. Ainda não tenho a nova data de banca, mas chuto dia 15/12.

Agora, à minha aventura do final de semana passado…

Minha esposa resolveu que, no sábado, dia 02/12, nós faríamos um tour pela 25 de março, o paraíso das consumidoras. Não que eu não tenha vocação para acompanhá-la em compras, mas fiquei feliz quando ela sugeriu que convidássemos o Homero (Letonai, amigo de infância e designer gráfico do setor de games da Futuro Comunicação) e sua respectiva esposa. Assim, as duas iriam para as lojas de roupas e bijuterias, enquanto nós dois sairíamos à caça de nossos objetos do desejo: o meu, um Wii, o do Homero, um controle com fio para seu recém-adquirido Xbox 360.
Assim, levantamos às 6h da manhã, nos encontramos e, depois de um rápido café na padoca, deixamos o carro na Barra Funda (estacionamento a R$ 1,99 / 12h é supremo!) e fomos de metrô até a São Bento. Lá, nos separamos.
Primeiro passo da busca masculina (porque as esposas já tinham se embrenhado na multidão e deviam estar encantadas com cópias de Swarovski): visitar a Galeria Pagé. No difícil caminho até lá, não pude deixar de notar a criatividade dos falsificadores: carrinhos da marca Hot Wilson sendo vendidos aos gritos. Só não sei se era o camelô que não sabia falar Hot Wheels ou se a nomenclatura era mesmo obra de talentosos pirateiros.
Ao chegar no famigerado antro vertical dos produtos ilegais, nos deparamos com um formigueiro humano. Eram cerca de 9h da manhã e aquilo já deveria estar pipocando desde madrugada. Como os elevadores estavam impraticáveis, o jeito foi apelar para as escadas. Cada andar escalado era uma nova decepção: em vez de máquinas incríveis com tecnologia de ponta e novas propostas de interação, só encontrávamos tênis, perfumes, roupas e artigos para pesca. Videogames? O ápice do avanço digital ali eram o PolyStation 2, PolyStation 64 e “fitas” 999.999.999 in 1 do Nintendinho. Eu sou muito mal-informado mesmo para ter subido 11 andares (ou será que foram 12? perdi a conta) esperando pelos novos consoles. Ainda bem que, pelo menos para descer, deu para pegar o elevador capenga.
De lá, nos dirigimos para o Viaduto Sta. Ifigênia. No caminho, um fato inusitado: caminhávamos quase que indiferentes aos camelôs que expunham seus artigos ali mesmo, no chão, até que uma dessas “barraquinhas” improvisadas nos chamou a atenção. Ao lado de controles piratas de PlayStation 2, uma gema preciosa: um Forza Motorsport (Xbox 1) originalíssimo, na caixa. Estranhei aquela peça no meio mais improvável, mas perguntei, apenas por desencargo de consciência: “Quanto você cobra nesse jogo?”. “Trinta reais”, respondeu o marreteiro, aparentemente sem fazer idéia do valor do produto. Eu já tinha o game, mas o Homero não, e sempre quis jogá-lo. Ele não tinha muito dinheiro na carteira, nem eu – afinal, estamos na era do dinheiro de plástico. Peguntei então: “Faz por menos?”. “R$ 25, pra levar” (parecendo querer se livrar do item). Dei uma olhada na minha carteira… R$ 15! O Homero tinha mais R$ 5. O camelô, quase comemorando, liberou: “Por vintão leva!”. E, assim, fizemos a mais barata compra de um jogo (jogão!) original de Xbox de todos os tempos (ou quase). O DVD não tinha um risquinho, só a caixa é que estava meio rachada.
Ainda surpresos com a compra, chegamos na galeria que fica à beira do Viaduto Sta. Ifigênia, onde se encontram algumas boas lojas de games. Depois de uma breve pesquisa, encontrei o Wii mais barato do pedaço: R$ 2.100, em três vezes de R$ 700, modelo americano (que já vem com Wii Sports), mais The Legend of Zelda: Twilight Princess. Sem pestanejar, sacrifiquei minhas economias e comprometi meu 13o salário para levar o tão cobiçado console branco…
Tudo bem, eu sei que dá para encontrar o produto mais barato que isso por aí, pois eu mesmo pesquisei e encontrei por R$ 1.500. Mas tinha um problema: ninguém tinha para pronta entrega! E minha sede por Zelda não permitia esperar. Tudo bem que já estava jogando o game na redação, mas nada se iguala ao prazer de jogar no conforto e tranquilidade do lar, sem a pressão de espectadores e sem a interrupção de compromissos. Também sabia que, depois do Natal, o console estará bem mais barato. Mas eu não queria esperar nem mais um dia. É triste, mas Zelda me faz perder o bom senso.
De qualquer forma, após as aquisições (o Homero, pelo menos, conseguiu um bom preço no controle dele), fomos nos encontrar com as esposas, que estavam ainda na metade de suas listas de compras… Depois de mais algumas horas de andança debaixo de um sol fulminante (todos ficaram bronzeados ao fim da aventura), ainda tivemos que passar na Futuro Comunicação para resolver um problema com a EGM Brasil 59 (aquele que ocasionou o atraso).
Depois das compras, restou a felicidade plena de curtir essa obra em casa, além de convencer a mulher a jogar Wii Bowling e ensinar o filho de 2 anos e 3 meses a jogar Wii Tennis. Agora, falta convencer minha sogra a experimentar o revolucionário controle para ver se a Nintendo foi realmente bem-sucedida em sua proposta de “diversão para todas as idades”. Vamos ver…

Curiosidade: comprei o meu Wii no mesmo dia em que ele foi lançado no Japão, 2 de dezembro. Com todas aquelas pessoas por lá, me imaginei nas ruas de Akihabara em meio a um conturbado lançamento de console. :P

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