Gamer Lifestyle

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    Este é um blog sobre o estilo de vida gamer, o estilo de quem compreende os jogos eletrônicos como forma de arte, cultura, negócio e entretenimento; o estilo de quem joga, mas sobretudo de quem pensa os jogos; o estilo de quem se assume gamer, e vê nisso não um escapismo, mas um complemento a todos os outros aspectos e aspirações de sua existência serenamente revolta. Espere tópicos filosóficos, amenidades, discussões, polêmicas, opinião, tudo isso junto e nada disso também. Enfim, viva o estilo de vida gamer e venha aqui debatê-lo.
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Archive for the 'Wii' Category

Análise: Mega Man 10 (PSN, XBLA, WiiWare)

Posted by Fabão on 22nd maio 2010

Mega Man 10

Manifesto retrô, edição revisada e ampliada

Sistemas: PlayStation 3 (PSN) / Xbox 360 (XBLA) / Wii (WiiWare)
Produção: Capcom
Desenvolvimento: Inti Creates
Lançamento: 1º de março de 2010 (WiiWare, EUA)
Saiba mais: http://megaman.capcom.com/10/ (em inglês)

Quando a Capcom anunciou Mega Man 9 com uma estética que imitava a era 8-bit, o público se dividiu entre nostálgicos curiosos e modernos hesitantes. A empresa alegava a busca por certa pureza contida nos primeiros jogos da série, particularmente em Mega Man 2, considerado o mais bem acabado exemplar da vertente clássica. Para isso, depurou tecnologias, recursos e camadas de complexidade introduzidos nas duas gerações subsequentes e produziu como que um jogo de NES.

O lançamento questionou sua mídia quanto à importância do conteúdo em uma indústria tão centrada na forma, e propôs o desafio de limitar a tecnologia, em absoluto contraste com as megaproduções movidas por orçamentos milionários e teraflops de processamento. A resposta foi um manifesto minimalista disfarçado de produto retrógrado: Mega Man 9 se beneficiou de um design de fases sofisticado, uma jogabilidade meticulosa e recursos contemporâneos, como rankings e replays online e o próprio método de distribuição do jogo, por via digital.

Não foi uma atitude isolada da Capcom, configurando-se quase como um movimento retroativo (vêm à mente Contra 4, o conjunto de Rebirths da Konami, Retro Game Challenge e, com menos ousadia, New Super Mario Bros.). E, agora que a nostalgia já não é fator distintivo e que a Capcom já reencontrou a essência perdida, qual é o papel do inevitável Mega Man 10? Resgatar outra tradição da empresa – capitalizar sobre suas marcas mais famosas com sequências.

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Análise: Gradius Rebirth (WiiWare)

Posted by Fabão on 13th outubro 2009

Gradius Rebirth

Mais “reciclagem” do que “renascimento”

gradiusrebirth

Sistema: Wii (WiiWare)
Produção: Konami
Desenvolvimento: M2
Lançamento: 9 de março de 2009 (EUA)
Mais: http://www.nintendo.com/

Lançado em 1985 nos arcades, Gradius sagrou-se um dos mais importantes pilares dos shmups. Seu design sólido, fases temáticas e sistema de personalização de armas inspiraram diversos outros jogos. Seus chefes com núcleos vulneráveis protegidos por barreiras marcaram uma geração de jogadores que até hoje se emocionam com as palavras “Shoot the core”.

Essa geração resume-se a um nicho pequeno, porém dedicado, que, se não inspira investimentos em grandessíssimas obras de última geração, ao menos justifica a perseverança de alguns poucos designers que se dedicam ao gênero. Com um mercado tão peculiar, o modelo de distribuição digital tem representado uma solução viável para a perpetuação dos jogos de tiro, e a Konami resolveu lançar mão desse expediente para reviver seu representante mais emblemático.

Aproveitando ainda a onda nostálgica capitaneada por Mega Man 9, Gradius Rebirth nasceu com a proposta de simular a tecnologia de arcades da Konami do início dos anos 1990. Para concluir o projeto com este requisito, a empresa escalou o pessoal da M2, especializado em emulação e conversão de jogos para outras plataformas (eles já são os responsáveis pelo funcionamento de dezenas de jogos de Master System, Mega Drive e MSX no Virtual Console do Wii). Mas o estilo gráfico e sonoro não é a única coisa que Rebirth resgata do passado…

Reduzir, reusar, reciclar

A estrutura é conhecida: fases com scroll lateral, divididas em setores, uma sessão intensa de tiros e naves em que o mais importante é saber desviar e um chefe ao final de cada estágio. São cinco fases bem caracterizadas: vulcânica, orgânica, a tradicional fase dos moais, desértica e mecânica. É bem pouco se compararmos, por exemplo, com Gradius III (10 fases), IV (9 fases) e V (8 fases). E as fases parecem se encolher mais ainda quando se percebe que seu layout, inimigos e chefes são emprestados diretamente de jogos anteriores e então rearranjados. Ao menos existem elementos condicionais que mudam os ambientes e caminhos secretos que dão em fases bônus. E, como de praxe, o jogo não termina na primeira rodada: é preciso passar por tudo três vezes, com dificuldade crescente, para chegar ao verdadeiro final (ah, o enredo é uma prequela das séries Gradius e Salamander).

O sistema também é consagrado: você coleta power-ups que habilitam poderes numa barra, e ativa-os conforme sua estratégia pessoal. Inicialmente há três opções de barra, com diferentes tipos de mísseis, tiros, lasers e escudos, mas é possível habilitar outros dois conjuntos. Obviamente, a “síndrome de Gradius” continua sendo o maior terror: mesmo alcançando uma nave poderosa (e o truque da Konami ajuda, uma vez por fase), caso você morra, volta ao checkpoint zerado, e precisa passar por trechos crueis com poder de fogo reduzido. É um choque brutal, mas também parte da graça para os fãs.

O visual em sprites e a trilha sonora sintetizada são um manifesto que dá paz de espírito aos adeptos das velhas formas de jogo, porém, o que para Mega Man 9 foi libertação, para Gradius Rebirth é restrição. É de senso comum que o mascote da Capcom atingiu o ápice da forma no final dos anos 1980. Gradius, no entanto, aperfeiçoou a fórmula a cada iteração, chegando à plenitude no moderno Gradius V do PS2 (puristas podem argumentar, com muita razão, que o clímax se deu com Gradius Gaiden, no PS1, também relativamente novo). Rebirth ignora os avanços conceituais e não tem a solidez estrutural dos episódios mais recentes, mas um experimento assim bem executado pode inspirar a Konami a ousar mais na próxima vez.

CONCEITO
A bordo da nave Vic Viper, você deve novamente passar por estágios temáticos de scroll lateral e chefes dificílimos.

VISUAL
A Konami optou por um visual que remetesse aos arcades da empresa do início dos anos 90. Nostálgico.

ÁUDIO
Uma seleção primorosa de faixas clássicas da série, com arranjos interessantes e instrumentos sintetizados com bom gosto.

JOGABILIDADE
As mecânicas de Gradius voltaram intactas, mas sua impiedosa dificuldade ainda pode frustrar os desavisados.

INOVAÇÃO
A novidade aqui é a criação de um jogo novo como se fosse velho e a distribuição digital, mas outros chegaram antes.

RESUMO
A colcha de retalhos, ainda que bem produzida, deixa a vontade por um verdadeiro Gradius VI – mas, por 1000 Wii Points, não se pode esperar muito mais.

(Análise originalmente publicada na revista NGamer Brasil 22, abril de 2009. Imagem: divulgação.)

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Análise: Tatsunoko Vs. Capcom (Wii)

Posted by Fabão on 3rd fevereiro 2009

Tatsunoko Vs. Capcom

A série Versus renasce com força total

Tatsunoko Vs. Capcom

Sistema: Wii
Produção: Capcom
Desenvolvimento: Capcom/Eighting
Lançamento: 11 de dezembro de 2008 (Japão)
Mais: http://www.capcom.co.jp/tatsucap/

Desde que a Capcom lançou X-Men: Children of the Atom em 1994, uma nova linhagem de jogos de luta se iniciou. Caracterizada por golpes devastadores que preenchem toda a tela, personagens com visual e animação digna de desenho animado, super pulos e combos aéreos espetaculares, a série logo implementou também o genial conceito de crossover, o cruzamento de dois universos diferentes. Assim nasceu a série Versus, com os jogos de duplas X-Men Vs. Street Fighter, Marvel Super Heroes Vs. Street Fighter, Marvel Vs. Capcom e o superlativo Marvel Vs. Capcom 2 (com trios!). E parou por aí. Tivemos de esperar oito anos por um novo membro da linhagem, mas agora com rostos diferentes.

Saem os universalmente conhecidos heróis da Marvel (até porque a licença da marca para jogos agora pertence à Activision), entram para enfrentar o elenco da Capcom os personagens do estúdio japonês Tatsunoko Productions (confira o box para conhecê-los melhor). E se embora perdeu-se a familiaridade dos mutantes, o espírito do jogo manteve-se intacto.

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Íntegras: Sobre Exclusividades [D&T PlayStation 115, 08/2008]

Posted by Fabão on 14th agosto 2008

Final Fantasy XIII é mais um que cedeu aos novos tempos

Final Fantasy XIII é mais um que cedeu aos novos tempos

Exclusividade de Ninguém

Cenário agressivo da atual geração fecha o cerco contra os jogos que privilegiam uma única plataforma

A coletiva de imprensa da Microsoft trouxe o maior (talvez o único verdadeiro) megaton da E3 2008: Final Fantasy XIII, agora também no Xbox 360. A notícia foi encarada como um soco no estômago por alguns proprietários de PlayStation 3, e até como uma facada nas costas pelos mais extremistas – que parecem ignorar o fato de que o jogo continua previsto para PS3. Para a Sony, apesar de certamente não ter sido nenhuma surpresa, também não foi um acontecimento agradável: “Acho que decepcionado é realmente um termo apropriado”, confessou um resignado Jack Tretton, presidente da SCEA, durante uma entrevista coletiva no evento.

O anúncio é mais importante pelo que ele simboliza do que pelo fato em si. Desde que a Square rompeu com a Nintendo, em meados dos anos 1990, as seqüências numeradas de Final Fantasy eram exclusividade do PlayStation (à exceção do MMORPG FFXI, que é um caso à parte). O décimo terceiro jogo da série permanecia forte como um dos últimos baluartes de uma era que já morreu, a das exclusividades.

(Leia mais após o “salto”)

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Colocando o papo em dia

Posted by Fabão on 29th novembro 2006

Uau! Hoje faz 1 mês e 1 dia desde a última atualização. Se não fossem os 50~60 esperançosos visitantes que vêm aqui agitar a poeira diariamente, isso aqui estaria com teias de aranha, e os ratos teriam comido as letrinhas e os números. Bom, tenho que me retratar com os fiéis visitantes, mas, pra variar, não tenho muito tempo – o movimentado fim de ano está me deixando louco! Em vez de fazer uma atualização mandraque como as últimas, vou derrubar pequenas gotinhas de novidades:

• O Video Games Live Brasil 2006, foi um sucesso, tanto no Rio de Janeiro (dia 12/11) quanto em Sampa (19/11). Todos vibravam a cada nova música e eu mesmo chorei em mais de um momento do show. Teremos cobertura completa na EGM Brasil 59 e mais em breve no site www.heroi.com.br.
Trivia: a voz que anunciou Tommy Tallarico em SP após o Classic Medley e no início do Ato II era desse que voz escreve. O genome soldier que fez uma atuação genial no segmento de Metal Gear Solid era ninguém menos que Gilsomar Perônico do Livramento, o Gil. Só falta agora derrubarem ele na rua pra pegar a dog tag! :P

• Por falar em EGM Brasil 59, acabamos de fechar e estamos no processo de aprovação para começar a rodar a revista na gráfica. Só digo uma coisa: está foda! Bom, só digo uma coisa coisa nenhuma, vou falar mais! Ela tem:
1) Novo projeto gráfico e editorial. Um visual arrojado, novas seções e novos caminhos.
2) Três capas diferentes.
3) Um saco plástico que encobre o logo novo da revista. Você só verá o logotipo renovado quando comprar e abrir o saco (opa!).
4) Além das 100 páginas mensais, tem também um suplemento especial de 16 páginas com tudo sobre PS3 e Wii.
5) 58 jogos analisados!!! Um recorde absoluto! São 106 review (24 jogos com 3 reviews cada + 34 em Nano Reviews).
6) Os primeiros reviews de PS3 e Wii. Quanto será que ganhou Zelda? E Resistance? São, ao todo, 11 jogos de Wii e 5 títulos de PS3 analisados.
7) Análises de Gears of War, o jogo mais bonito já lançado.
8 ) Promoção valendo 100 controles de PS2.
9) Tudo isso pelos mesmos R$ 8,90 de sempre.
10) Dia 11/12 nas bancas.
[Atualização: novidades sobre a EGM Brasil 59 (incluindo um atraso) no meu post mais novo: aqui]

• Eu continuo a jogar The Legend of Zelda: Twilight Princess no Wii. Não dá pra parar!

• Enquanto isso, continuo na busca frenética pelo meu próprio Wii. Não tenho tido muito sucesso, mas permanece a esperança de ter um antes do Natal. Alguém tem alguma dica de onde posso encontrar um barato?

• Dia 1º de dezembro, também conhecido como essa sexta-feira, finalmente chega o Xbox 360 brasileiro. Um dia histórico! No site da FNAC já tem pra vender desde hoje, e acredito que a loja já tenha quiosques para testes de jogos. Quero dar um pulo lá assim que possível. Recomendo que façam o mesmo. Lá e nas outras lojas que estão vendendo o aparelho oficial da Microsoft Brasil.

• E foi dada a largada para a gincana do Elemento X, que dará 10 Xbox 360 (4 por telefone, para o Brasil todo, e 6 ao vivo, numa busca supercriativa pela cidade de São Paulo). Pena que eu não tenho tempo pra dar um rolê pela cidade atrás de pistas e pagando o mico de falar senhas estranhas para pessoas suspeitas :P … A gincana rola nos dias 2, 3, 9, 10, 16 e 17 de dezembro. Mais informações no site: http://elementox360.spaces.live.com/.

• E mais MMORPGs estão invadindo o Brasil! Em dezembro chegam a comunidade virtual de Second Life (Kaizen Games) e o ambiente futurista de RF Online (Level Up! Games). Em janeiro tem o medieval Last War (Gunsoft). Essa semana, no www.heroi.com.br, vamos revelar em primeira mão um novo MMORPG totalmente traduzido para o português – só digo que é coreano, e de uma empresa estreante, mas com planos promissores. E em breve teremos novidades de Mu Online também… Parece que muita gente vai perder (ainda mais) a vida social. :D

• Voltando a falar de EGM Brasil, para a edição 60, estamos preparando um brinde que vai deixar muita gente animada – se é que me entendem… E a edição de quinto aniversário se aproxima rapidamente! É a 63, que chega às bancas em abril. Os preparativos por aqui já começaram. ;)

• Está para começar também a votação do 3o Troféu Gameworld, a premiação máxima da indústria brasileira de games. Os planos para essa edição são ainda mais ambiciosos. Em breve terei novidades…

———–

Bom, acho que é isso por hoje. Se lembrar de mais alguma coisa, depois eu posto. E prometo que vou tentar atualizar esse cantinho querido com mais freqüência. Tenho algumas pensatas ainda na cabeça, e logo quero passá-las para esse espaço virtual.

Abraços,

Fabão

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Qual é a desse Wii?

Posted by Fabão on 10th outubro 2006

Outro dia estava conversando com meu amigo Pablo Miyazawa sobre a Nintendo e seus planos para o Wii. Então, ele levantou questões curiosas: O que é mais importante sobre o Wii? O que torna ele realmente diferente? Qual é, de fato, o ingrediente secreto que torna o novo console pauta de discussões em rodinhas de amigos mundo afora?
Acontece o seguinte: a Nintendo tem um jeito todo especial de atrair atenção para seus produtos, em particular o Wii: falar pouco, em momentos muito bem planejados, e depois manter o silêncio absoluto até a próxima pílula de novidades. O problema é que o último pronunciamento oficial – um conjunto de coletivas de imprensa nos EUA, Europa e Japão, nos dias 14 e 15 de setembro último – foi uma verdadeira orgia de informações: data de lançamento, preço, conteúdo da embalagem, jogos de lançamento e seus preços, serviço online, transações via rede… Altruísmo informativo? Da Nintendo? Ninguém esperava…
Nessa avalanche de assuntos, é fácil se absorver nos detalhes, sem se dar conta de porque diabos todo mundo só fala nisso (seja bem, seja mal). O que me faz voltar à questão ali no começo:

O que é mais importante sobre o Wii?

Vamos por eliminatória:
1) Será a marca Nintendo?
Não, ela não fez o Nintendo 64 ou o GameCube venderem mais que a família PlayStation.
2) Os jogos?
Mario, Zelda e Metroid são legais, mas os consoles predecessores também tiveram esses jogos.
3) O preço?
Ok, ele é mais barato que os concorrentes, mas existem MP3 players baratinhos e, no entanto, o dispendioso iPod é líder de vendas.
4) Especificações técnicas?
Não, gráficos e sons de ponta não são exatamente o forte do Wii.

O mais importante, meu amigo, é a filosofia Wii: facilidade de uso, conceitos simples de entender, interação intuitiva, design arrojado e uma comunicação que abstrai a “ameaçadora” imagem dos jogos em favor de uma humanização do ato de jogar. Visite o site oficial e perceba que, mesmo nas páginas dos jogos, a ênfase não está nas telinhas, e sim nas fotos das pessoas jogando, interagindo de uma maneira dinâmica, que transmite uma noção de diversão muito maior que a clássica visão estereotipada do gamer jogado no sofá, vidrado na tela da TV dentro de um quarto escuro.
É essa filosofia arquitetada ao longo de anos que tem chamado a atenção não apenas de jogadores hardcore, como eu e você, mas também das grandes massas – sinal disso é a freqüente aparição do Wii em veículos de massa, não especializados em jogos, sempre coberto de elogios.
Nem vou entrar aqui no âmbito mercadológico da coisa, se Wii vai vender mais ou menos que PlayStation 3 e Xbox 360, se seus jogos serão mais ou menos divertidos, se sua rede online terá mais ou menos usuários que as dos concorrentes, se Reggie Fils-Aime e Satoru Iwata vão entrar para a lista dos bilionários da Forbes… Isso, o tempo dirá. O ensaio aqui foi só mesmo para lembrar do quão importante é trabalhar a imagem corporativa – já que, bem sabemos, bons jogos e grandes parcerias as três gigantes dos videogames têm.
Agora, conseguirá a Nintendo massificar o entretenimento eletrônico doméstico? Isso é assunto para outra blogada…

O novo estilo Nintendo

O novo estilo Nintendo: chega de telinhas com mostradores e números em todos os cantos e milhões de polígonos simultâneos. A ordem agora é valorizar o ato de jogar.

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