Posted by Fabão on 25th agosto 2008

Team ICO insinua próximo projeto: quem precisa de 100 telas?
Máquina do Hype
Como os excessos de publicidade podem prejudicar nossa experiência de jogo
“Tradução não é uma ciência exata”, disse, sabiamente, um amigo meu. Louis Hjelmslev, lingüista dinamarquês, afirmou que cada língua ordena a realidade de uma maneira distinta. O fato é que nós, brasileiros, não temos uma palavra para o termo de origem americana “hype”. Pode-se falar em “exagero”, “badalação”, “alarde”, mas nenhuma palavra, sozinha, sintetiza, com exatidão, o conceito carregado pelo termo original. É preciso explicá-lo em uma construção mais extensa: “propaganda ou discussão na mídia dizendo, ostensivamente, ao público o quão bom ou importante é algo”. Seria algo como “publicidade exagerada”. No âmbito dos jogos eletrônicos, a máquina do hype é bem conhecida, pois é a ferramenta de muitas empresas para alimentar, com seus excessos, o interesse do público.
Durante uma reunição de investidores em maio deste ano, Satoru Iwata, o presidente da Nintendo, ilustrou muito bem o problema: “Sentimos agora que as informações estão sendo consumidas e tornadas obsoletas mais rápido do que nunca. Quando penso na situação atual como um consumidor, quando sou exposto a novas informações cedo demais, sinto que já estou cansado do produto quando ele finalmente é lançado”.
(Continue lendo após o “salto”…)
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Posted by Fabão on 14th agosto 2008

Final Fantasy XIII é mais um que cedeu aos novos tempos
Exclusividade de Ninguém
Cenário agressivo da atual geração fecha o cerco contra os jogos que privilegiam uma única plataforma
A coletiva de imprensa da Microsoft trouxe o maior (talvez o único verdadeiro) megaton da E3 2008: Final Fantasy XIII, agora também no Xbox 360. A notícia foi encarada como um soco no estômago por alguns proprietários de PlayStation 3, e até como uma facada nas costas pelos mais extremistas – que parecem ignorar o fato de que o jogo continua previsto para PS3. Para a Sony, apesar de certamente não ter sido nenhuma surpresa, também não foi um acontecimento agradável: “Acho que decepcionado é realmente um termo apropriado”, confessou um resignado Jack Tretton, presidente da SCEA, durante uma entrevista coletiva no evento.
O anúncio é mais importante pelo que ele simboliza do que pelo fato em si. Desde que a Square rompeu com a Nintendo, em meados dos anos 1990, as seqüências numeradas de Final Fantasy eram exclusividade do PlayStation (à exceção do MMORPG FFXI, que é um caso à parte). O décimo terceiro jogo da série permanecia forte como um dos últimos baluartes de uma era que já morreu, a das exclusividades.
(Leia mais após o “salto”)
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Posted by Fabão on 9th agosto 2008

True next-gen
Amanhã é Dia dos Pais. Como sou pai, e um pai gamer, decidi fazer uma homenagem e um chamado aos patriarcas da nova geração. Aliás, essa questão das gerações de seres humanos foi algo que abordei brevemente em um editorial que fiz para a revista EGM Brasil:
Excerto: Nova geração (Editorial) [EGM Brasil 59, 01/2007]
Nova geração
Ok, não vou discorrer mais uma vez sobre Xbox 360, PlayStation 3 e Wii. O título acima se refere a uma nova geração, sim, mas de gamers.
Traço um paralelo aqui com a geração Baby Boomers, que designa os indivíduos nascidos no pós-Segunda Guerra Mundial, época em que a empolgação vinda do fim dos conflitos e a esperança de tempos melhores fez aumentar a taxa de natalidade nos EUA e Europa democrática (daí o nome, vinda de “boom de bebês”). Com o passar dos anos, essa geração numerosa e instruída agitou o mercado de trabalho e fez crescer a economia.
Nessa minha linha de raciocínio, os “Baby Boomers dos games” são aqueles que nasceram na década de 70 / início dos 80. Uma geração que cresceu com os jogos eletrônicos, se formou ou está se formando e participa ativamente do mercado de trabalho, sem jamais abandonar o hobby. São os jovens adultos que estão vivendo esse momento especial da indústria de games brasileira, conscientizando-se cada vez mais da importância do segmento e colaborando para o seu crescimento. [...]
A geração que defini como “Baby Boomers dos games” é a compreendida entre a segunda metade da Geração X e a primeira da Geração Y, mais precisamente definida como a sub-categoria Geração MTV (dos nascidos entre 1975 e 1985, talvez um pouco mais). É a primeira geração nova o suficiente para ter crescido no contexto dos jogos eletrônicos e velha o bastante para ter filhos. Somos os responsáveis pelos cidadãos que, no futuro, comandarão as nações, gerirão a economia, produzirão arte e cultura, mas com um diferencial importante: eles terão crescido com uma nova consciência.
Trazendo o assunto agora para uma abordagem mais leve, entre a transmissão de valores e a doação de atenção, carinho e, sempre que necessário, reprimenda, nós, pais gamers (e, se você que está aí lendo ainda não é, um dia poderá ser – e, se não for, sempre terá sobrinhos, ou filhos de amigos, ou o Lucas Patrício), temos outra obrigação de suma importância para com as crianças de hoje: preservar a história dos videogames ensinando-a aos pequeninos que ingressam na vida em uma realidade tão diferente. E não digo apenas que será saudável expô-los a Super Mario Bros., Sonic e Teenage Mutant Ninja Turtles: The Arcade Game. É preciso também explicar como foi viver os jogos eletrônicos nas décadas passadas, e para isso eu elaborei uma pequena relação do que precisamos ensinar aos gamers do futuro. Peço que colaborem para engordar essa lista com mais hábitos e fatos interessantes que vivemos.
Fique com a lista após o “salto”.
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Posted by Fabão on 8th agosto 2008

Hoje decidi publicar um texto sobre a eterna polêmica dos jogos violentos, mais especificamente sobre a histeria midiática que se seguiu ao lançamento de Grand Theft Auto IV, no início de maio deste ano. Mesmo tendo se passado três meses, a publicação do texto hoje continua muito apropriada, já que o jogo continua sendo alvo das manchetes que relacionam jogos a crimes reais. Para oferecer uma perspectiva à luz dos últimos acontecimentos, listo abaixo alguns dos mais recentes artigos publicados no site GamePolitics.com, que acompanha tão bem os casos desse tipo:
26/06: Cops Say Teens Were Emulating GTA in Robbery Spree…
05/08: Thailand Bans GTA in Wake of Cabbie Killing
07/08: Teenage Arson Suspects Say GTA Taught Them How to Make Molotov Cocktails
08/08: Spanish Cabbies Want GTA Banned in Wake of Thai Taxi Murder
E estes quatro são apenas alguns que pincei entre os vários artigos recentes marcados com a tag Grand Theft Auto Series no site. Depois do “salto”, leia o que eu tinha a dizer no lançamento do jogo (e que sustento frente aos novos acontecimentos).
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Tags: Banimento, Censura, Grand Theft Auto, Grand Theft Auto IV, GTA, GTA4, Imprensa Marrom, Jogos Violentos, Polêmica, Proibição, Rockstar Games, Sensacionalismo, Violência
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Posted by Fabão on 3rd agosto 2008
Metal Slug 7
Arcade em duas telas

Sistema: Nintendo DS
Produção: SNK Playmore
Desenvolvimento: SNK Playmore
Lançamento: 17 de julho de 2008 (Japão)
Mais: http://game.snkplaymore.co.jp/official/ms7/
A série de tiro da SNK Playmore tem suas raízes no Neo Geo e há 12 anos tem fama de difícil. Como no clássico Contra da Konami, você controla seu soldado por sucessivas fases de deslocamento lateral (e às vezes vertical), enfrenta hordas de inimigos e morre ao simples toque de um tiro. Como diferencial, a série tem o controle de veículos, os “slugs” do título.
Até hoje, o jogo tem sido projetado para arcades e, portanto, tem como objetivo papar fichas de jogadores desavisados ou persistentes. Metal Slug 7 é um marco por ser o primeiro episódio numerado projetado desde o início para um console, sem uma versão arcade que o antecedesse. Para o bem e para o mal, a tradição da série foi seguida à risca.
(Leia mais após o “salto”)
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Tags: Análises, Críticas, Metal Slug, Metal Slug 7, Nintendo DS, Reviews, SNK, SNK Playmore
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Posted by Fabão on 3rd agosto 2008
Contra 4
Retorno às origens

Sistema: Nintendo DS
Produção: Konami
Desenvolvimento: Wayforward Technologies
Lançamento: 13 de novembro de 2007 (EUA)
Mais: http://www.konami-data.com/officialsites/contra4/
Tudo bem, Konami, você está perdoada por nos insultar quatro vezes com seqüências 3D de Contra; por nos fazer esperar 15 anos por outro bom e velho Contra 2D; por entregar nas mãos de um estúdio americano a tarefa de ressuscitar sua série de tiro. Contra todas as tendências, Contra 4 mostra-se um excelente jogo e um surpreendente retorno às origens.
Sob nova direção
Quem confiaria na Wayforward Technologies, uma empresa cujo currículo inclui versões portáteis de licenças como Bob Esponja, Barbie e Jake Long? Faria mais sentido entregar o novo Contra à Treasure, empresa formada por ex-funcionários da Konami, que reviveu Gradius com o quinto jogo e tem experiência em jogos de ação como Gunstar Heroes.
Mas é nítido o respeito que a equipe teve pela tarefa. Houve um cuidadoso trabalho de pesquisa para compreender a essência dos episódios originais – leia-se: Contra, Super Contra, Contra III e Contra: Hard Corps – e rigor na aplicação desses conceitos.
(Leia mais após o “salto”)
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Tags: Análises, Contra, Contra 4, Críticas, Konami, Nintendo DS, Reviews
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