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Retroanálise: Ninja Gaiden II: The Dark Sword of Chaos (NES)

Postado por Fabão em 28 de outubro de 2009 às 9:15 pm Imprima esta postagem Imprima esta postagem

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Ninja Gaiden II: The Dark Sword of Chaos

Ninja_Gaiden_II_The_Dark_Sword_of_Chaos

Sistema: NES
Produção: Tecmo
Desenvolvimento: Tecmo
Lançamento: 6 de abril de 1990 (Japão)

Década de 1980, auge dos filmes de ninja. Sho Kosugi, mestre do ninjutsu  e ator mais emblemático dessa geração, estrelou mais de uma dezena de películas do gênero. Na esteira, vieram outras fitas que abordavam o “estilo de vida” dos misteriosos guerreiros japoneses. O cinema ocidental de artes marciais vivia o seu melhor momento, mas essa vertente dos ninjas, em especial, era a que angariava mais adeptos. A demanda fez a moda transcender o meio e se tornar fenômeno da cultura pop mundial, do qual os jogos eletrônicos foram uma faceta das mais interessantes.

As origens do tema nos jogos podem ser traçadas até o arcade The Legend of Kage, da Taito, de 1984. Não demorou a seguirem-se os seminais Shinobi, da Sega, e The Last Ninja, interpretação ocidental da cultura ninjutsu pela inglesa System 3. Outras dezenas de títulos acompanharam a tendência, mas nenhum se equiparou em estilo, precisão e solidez a Ninja Gaiden, da Tecmo.

Parte do projeto Tecmo Theater de produzir jogos cinematográficos, primeiro Ninja Gaiden surpreendeu com seu roteiro elaborado e modo de narrar vanguardista – algo inesperado para um produto tão trivial quanto um jogo de ação com ninjas. A saga do guerreiro Ryu Hayabusa contra um clã que visava acordar um demônio ancestral inaugurou o uso de cenas de corte, as tão ubíquas cutscenes de atualmente.

Principal

O enredo era tão valorizado que deu subtítulo à seqüência: Dark Sword of Chaos. E maturou-se o design. Construído sobre os sólidos alicerces do episódio de um ano antes, o segundo jogo casou variação de ambientes e unidade da ação, sensação de poder e consciência da vulnerabilidade, frustração e satisfação. Mas, acima de tudo, Ninja Gaiden II manipulou todos esses elementos em função do ritmo, tão tenso e intenso quanto sua extensão intencionalmente compacta ensejava.

Sete estágios divididos em subáreas. Uma jornada sucinta na realização e dilatada na memória. Há quem considere os projetistas de fases sádicos, mas apenas acha assim quem não superou a brusca mudança de dificuldade da primeira para a segunda fase. Quem se entregou à missão percebeu que eram obstáculos concatenados de modo a parecerem impossíveis, embora de fato fossem superáveis através do breve jogo de tentativa e erro. E assim era por necessidade da época, em que cartuchos comportavam quantidade limitada de dados e, portanto, os criadores precisavam lançar mão de artifícios para coibir a marcha dos jogadores e fazê-los demorar o máximo nas veredas existentes. Controlar o processo para que fosse estímulo e não temor era uma arte – arte em sua expressão mais inspirada em Ninja Gaiden II.

Não somente os inimigos, de variados tipos e estrategicamente posicionados, davam combate ao ninja Hayabusa, mas os próprios ambientes (e nisso morava a inovação) hostilizavam o herói. Tempestades de neve arruinavam os cálculos do salto milimétrico, o véu da noite escondia o seguro do chão que apenas relâmpagos de lampejo mostravam, torrentes de água empurravam seu corpo contra abismos letais. Por remédio à consciência, ao menos a certeza de um sedutor Continue.

Numa analogia com a sétima arte, Ninja Gaiden II e sua elegância autêntica seria uma obra do mestre Sho Kosugi, contrastando com a pilha de aproveitadores da moda. A saga de Ryu Hayabusa se manteve inatingível em sua era, e demorou quase uma década e meia para que a própria Tecmo arriscasse uma revivificação, já na alta idade do 3D. Mesmo que com ótimos resultados – afinal, o jogo do Xbox compreendeu o balanço da dificuldade e o transpôs para o novo contexto –, ainda deixou saudades do drama e da integração com o ambiente que experimentamos com Dark Sword of Chaos.

(Análise originalmente publicada no livro Os 100 Melhores Jogos, janeiro de 2009.)


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2 Responses to “Retroanálise: Ninja Gaiden II: The Dark Sword of Chaos (NES)”

  1. RebecaNo Gravatar Says:

    Super retroanálise, adorei!!! =D
    Ninja Gaiden 1 e 2 são paixões minhas, seu post me deu vontade de zerá-los pela zilionésima vez no emulador. Vou fazer isso mais tarde! hehehe xD

    [Responder]

    FabãoNo Gravatar Reply:

    Oi, Rebeca! É uma honra ter uma Girl of War prestigiando o blogue. ^_^
    Eu mesmo tenho Ninja Gaiden II, meu favorito da trilogia 8-bit, aqui no Virtual Console do Wii e estava jogando nesse feriadão que passou. Fui até o ato V e dexei pra terminar outra hora. Incrível como o jogo é bom em visual, músicas e narrativa, tão avançada pra época. Ainda hoje rende boas horas de diversão (e raiva). =p

    [Responder]

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