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“Mai, deixa eu cuidar da sua bunda” ou As trapalhadas da SNK do Brasil

Postado por Fabão em 3 de janeiro de 2010 às 11:53 pm Imprima esta postagem Imprima esta postagem

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Fatal Fury 3, um jogo de belos visuais e frases estranhas...

Fatal Fury 3, um jogo de belos visuais e frases estranhas…

1995 foi um ano de experimentações para a SNK. A empresa produziu o insólito Savage Reign e mudou radicalmente duas de suas tradicionais séries com Samurai Shodown III e Fatal Fury 3. Este último foi o primeiro título de Neo Geo a ultrapassar a barreira dos 250 megabits de dados, chegando ao total de 266 Mb – antes dele, o maior foi Samurai Shodown II, com 202 Mb, e o recordista seguinte foi o shooter Pulstar, com 305 Mb. A grande quantidade de memória para a época foi utilizada para refazer totalmente o visual, após o excelente Fatal Fury Special (atualização de Fatal Fury 2), o que denota a ousadia da SNK de então em comparação com a empresa que ficaria reciclando sprites ano após ano mais tarde. Claro, o tamanho da tarefa, como geralmente acontece, comprometeu o tamanho do elenco: de 15 personagens em Fatal Fury Special, passou-se a 10 lutadores selecionáveis e três chefes. Outro arrojo: apenas cinco deles eram conhecidos. Dos estreantes, alguns se destacariam mais no futuro, como Blue Mary e Ryuji Yamazaki. O sistema de jogo também apresentou novidades, como controle da altura do salto, três planos de ação, defesa aérea, combos de botão e avaliação de desempenho ao final de cada round.

A essa época, a empresa tinha escritório em nosso país. Ainda me recordo que alguns dos momentos altos em minha época de revista Gamers foram as visitas à SNK do Brasil, no bairro do Jabaquara, aqui em São Paulo. E a empresa investia pesado em sua operação brasileira, com lançamento simultâneo de jogos, a presença oficial do console Neo Geo CD, campanhas de marketing em revistas especializadas (como eu queria que eles veiculassem também os hilários comerciais japoneses) e participação expressiva em eventos como a Salex e a UD. Além disso, a maioria dos jogos era localizada para o português – mesmo que fossem as típicas traduções da SNK, notórias por seus erros e gafes. Ouvi dizer, não sei onde, não sei quando, que as traduções eram feitas na sede da empresa, em Osaka, mas isso não serviria de desculpa para as hilárias frases em inglês e em português.

Outro dia, conversando com o Amer sobre Engrish e afins, lembrei-me de uma frase de Fatal Fury 3 que escandalizou-me. Naquele ano de 1995, um amigo tinha um Neo Geo CD, e curtíamos muito a novidade. Tentando terminar com todos os personagens, escolhi então a Mai Shiranui e, ao chegar ao chefe Jin Chonshu (para quem ainda não sabe, ou teima em não acreditar, ele é um homem), eis que o diminuto oponente diz “Mai, deixe eu cuidar da sua bunda”. Para relembrar o momento e compartilhar as muitas frases inusitadas, resolvi jogar o clássico novamente, e reproduzo abaixo os resultados dessa empreitada cômica.

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Versão Neo Geo CD de Fatal Fury 3 no drive (estranhamente, a versão MVS não tem idioma português entre as opções de idioma no dip switch), emulador Neoraine iniciado, controle arcade usb configurado, começa a jogatina. O primeiro oponente é o capoeirista Bob Wilson, apresentado por ninguém menos que o brasileiro Richard Meyer, do primeiro jogo. Até aqui, nenhuma ressalva quanto à tradução, a não ser por uma possível interrogação. Até a vírgula do aposto foi usada. Epic win! \o/

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Importante ressaltar que Fatal Fury 3 tem alguns dos cenários mais bonitos já feitos pela SNK. Ah, se ao menos a criatividade e o talento daquela época se mantivessem nos parcos seis estágios de King of Fighters XII

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A capoeira de Bob não é páreo para o ninjutsu de Mai. Ao final de cada round, o desempenho do jogador é indicado no “Fighting level”, que vai de E a S.

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Mai agradece e faz um elogio ao estilo de luta de Bob.

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A próxima batalha é contra o Freddie Mercury prateado marombado, Franco Bash. Ele é bem direto. E deve achar que Mai é um homem.

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“Nippon ichi.”

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Ok, SNK, se era pra traduzir, que traduzisse direito: chute boxe.

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Próximo da fila, o recorrente amigo dos irmãos Bogard, Joe Higashi. Atrás dele, Hwa Jay, um dos chefes do primeiro Fatal Fury.

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Ah, os tais pergaminhos são o pivô do enredo. Eles parecem dar poder ilimitado a quem os possuir, e dizem que esses artefatos milenares só podem ser reunidos em uma competição de lutas como antigamente. Coincidentemente, está acontecendo uma em South Town. Mais ou menos isso. Ou não. Quem se importa?

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Próxima oponente, Android 18 Blue Mary. Ao menos ela sabe que Mai é uma mulher…

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… mas parece que não está bem certa quanto ao próprio sexo. E, hum, será que a SNK não queria dizer “sexo frágil”? A propósito, essa é a frase de vitória de Mary, o que significa que eu ainda estava me aquecendo, relembrando os golpes e tudo mais.

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É isso aí, Mai, você sim “derrudou” a Mary! Ela tem muito a aprender com você. Só espero que não seja Português…

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Derrotados os quatro oponentes iniciais, acontece um “Acidente!”. Bônus: na época, a SNK ainda acreditava no limite de 330 megabits de seu sistema.

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O tal “acidente” é um encontro com o vilão Ryuji Yamazaki, que não apenas não sabe dizer “garota” como ainda tem uma risada muito estranha.

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O encontro dura apenas um round.

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O canalha foge, mas não sem antes dar sua risada escrota e raptar a vírgula do aposto.

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Meu Deus! Que garota malcriada! É claro que “chauvinista” se escreve com “n” e dá pra entender que “trés” é “trás”, mas a mensagem que a jovem quis passar ficou muito clara. Sempre fiquei imaginando se o texto grosseiro estaria no original também. Acabei investigando isso, mas, por ora, continuemos com o torneio…

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Do nada, Mai se lembra de seu pretendido.

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A próxima luta é contra… ela mesma! Que bizarro! o.O E o clone ainda faz uma gracinha quanto ao novo traje, ligeiramente mais comportado que o vestido pela ninja em Fatal Fury 2/Special. Oh, e a impostora ainda copia a original nos erros: “visal”.

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Isso aí, sua impostora, não queira copiar o talento de Mai com a língua. Errr, isso ficou estranho…

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Enfim, Mai encontra sua paixão, que, como sempre, se faz de desentendido.

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E é um encontro, digamos, ardente. xD

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Isso, Andy, diga a Mai qual o seu envolvimento! Aproveite e diga também que M é usado apenas antes de B e P.

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Sétimo estágio, Hon Fu e seu nunchaku. Ele menciona Cheng, o Cheng Sinzan, o gordinho de Fatal Fury 2/Special. Algum infame teria a ideia de torná-lo personagem jogável novamente em Real Bout e Real Bout Special.

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Bom, aqui o erro é compreensível, já que japoneses têm dificuldade em distinguir R de L.

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O próximo oponente é o apelão Sokaku Mochizuki. Ele é de um clã rival dos Shiranui. E parece se interessar nos dotes de Mai…

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… Mas, espere aí, na sua frase de vitória ele é mais um que se dirige a Mai usando o gênero masculino. Hum, isso está ficando estranho.

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Mai quer provar a sua feminilidade no tapa. O tiozinho ao fundo nem se abala com a cena, e continua a cuspir fogo como se não houvesse amanhã.

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É o fim de uma briga que se arrastava por gerações.

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O páreo agora é contra o mais velho dos Bogard, Terry. Trivia: o macaquinho de Terry se chama Ukee. É ele que aparece nos loadings do Neo Geo CD.

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Bem-vindo a mais um programa Casos de Família.

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Agora é a vez de encarar o implacável Geese Howard, o rei do submundo em South Town. Também é outro que reconhece o gênero a que pertence Mai.

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Vale a pena perder para Geese para testemunhar a profundidade e o alcance filosófico de sua constatação. E ainda há a veemência de uma exclamação!

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Quem teria sido o grandão que esmigalhou Geese? o.O

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Ah, um novo encontro com Ryuji Yamazaki, o meliante de risada estranha que chamou Mai de “gorota”. Agora ele se redime, falando corretamente e ainda a elogiando. Parece que ele não se ofendeu por Mai ter dito que o macho dele o pegasse por trás…

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Também, com um casaco de periguete desses, sei não…

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De novo não: primeiro ele a chama de bela garota, depois a chama de chato. Decidam-se, vocês todos: a Mai é mulher ou homem, afinal? ò.ó

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Após algumas derrotas para Yamazaki, a garota, digo, garoto, ah, whatever, vence.

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Mai exige os tais pergaminhos. Que estão com ele. Yamazaki se desculpa, chama Mai de Hon, aumentando a crise de identidade dela, e diz que os pergaminhos estás no parque Delta.

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Então vem a famigerada frase: “Mai Shiranui… Por que não deixa eu cuidar da sua bunda para deixa o ambiente mais”. Uma frase sem conclusão, um verbo errado, uma proposta que parece deixar até a própria Mai indignada no quadro seguinte. Derruba qualquer dúvida quanto à masculinidade de Jin Chonshu, independentemente de sua aparência ambígua. Mas logo abaixo examinaremos a impactante frase nos outros idiomas. Refaça-se do choque e prossigamos…

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Mai segue para o Parque Delta, como instruído por Yamazaki.

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E fica confusa com a escuridão total que encontra no lugar.

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Velas iluminam o ambiente, e então vê-se o anfitrião, Jin Chonshu. E, com esse visual, os outros ficavam confundindo o sexo de Mai. Vai entender…

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Após algum blá-blá-blá e erros de concordância, o embate terá início.

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Chonshu, claro, mantém a tradição de chefes finais FDP da SNK: apelão até os ossos. Mas, após muitos Continues, Mai sai vitoriosa.

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As duas frases finais não encerrariam com chave de ouro se não contivessem erros.

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Mai retorna ao Japão, levando mala e também bagagens.

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Após terminar o jogo e relembrar os frequentes erros do texto em português, resolvi, por curiosidade, mudar o idioma do jogo para o inglês, embora conhecesse bem a fama do Engrish da SNK. E as coisas começaram bem, trocando “Capoeira” por “Cooperia”. Já tinha visto americanos, tão acostumados a encontros consonantais, confundindo o encontro vocálico da palavra e escrevendo “capoeria” ou “capoiera”, mas “cooperia” foi a primeira vez. Oh, e atenção para o senso de humor de Mai à la Borat.

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Comparemos então a primeira frase impactante, em que Mai manda que Yamazaki seja currado. Em inglês, lê-se “Hey, get your male chauvinist backside back here!”, que poderia ser traduzido mais ou menos como “Ei, traga esse seu traseiro chauvinista de volta para cá!” Parece que alguém leu o texto em inglês, ficou confuso com a colocação de “backside” e “back”, apertou o botão do foda-se e garatujou um “pegar por trás” (digo, “trés”). O texto em japonês, “Chot, chotto  machinasaiyo!”, é algo como um inofensivo e honorável “E, ei, faça o favor de esperar um pouco aí!”.

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Agora a inesquecível e inconclusiva frase de Chonshu: “Mai Shiranui… Por que não deixa eu cuidar da sua bunda para deixa o ambiente mais”. Em inglês: “Mai Shiranui… Why not just kick back and let’s make ourselves comfortable!”, algo como “Mai Shiranui… Por que não relaxa e fiquemos à vontade!” Novamente, “back” por “bunda” e um pouquinho de improvisação. No japonês, “Mai Shiranui… Otonashikushiteireba, yoi mono wo…” seria mais ou menos “Mai Shiranui… Se ficar quietinha, vai ficar tudo bem…”

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Com o mistério dos textos rústicos resolvidos (veredicto: não foi um caminhoneiro ou um estivador que os escreveu, apenas alguém bem maroto que traduziu), aproveitei para jogar novamente para ver o confronto contra o chefe secreto. Basta chegar a Jin Chonshu tirando boas notas e, acho, sem pegar Continues. O cenário muda para um ambiente infernal. Então é só derrotar Chonshu para enfrentar seu irmão, Jin Chonrei.

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Chonrei testemunha seu pobre maninho caído.

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E fica tão fulo da vida que sai trocando letras! “Irmãozinho” vira “irmãozindo” e “cabeça” vira “cadeça”.

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Durante a peleja, o corpo de Chonshu fica no trono ao fundo.

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No segundo round, Chonshu já está caído e as chamas se tornam azuis.

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Chonrei também já era. O esquema de planos de ação também foi aproveitado pela SNK para fazer finalizações interessantes como esta, mandando o oponente para a tela.

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O final é exatamente o mesmo, apenas os dois irmãos aparecem desfalecidos…

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… E aparece a data em que seu personagem “varreu o demônio do Jin do mundo”. Trivia: a data que aparece é sempre a data de aniversário de seu personagem, e o ano é sempre 1995.

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Então vêm os créditos. Interessante a simbologia: o primeiro nome é o do chefão real da SNK, Eikichi Kawasaki, com o chefão virtual da SNK, Geese Howard, ao fundo. Trivia: Kawasaki foi o fundador da SNK e, depois da falência da empresa, em 2001, abriu a empresa Playmore; posteriormente, ele readquiriu os copyrights que haviam se espalhado e rebatizou a empresa para SNK Playmore.

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É, acabei pegando o jeito novamente, como se fosse 1995. ^_^

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Uma dica final: para jogar com os chefes, depois de ter feito o verdadeiro final, carregue o Save, comece um New Game e aperte Chute Fraco sobre cada um dos personagens, na ordem: Terry Bogard, Hon Fu, Mai Shiranui, Geese Howard, Bob Wilson, Sokaku Mochizuki, Andy Bogard, Franco Bash, Joe Higashi e Blue Mary. Um som de confirmação tocará a cada personagem. Se fizer corretamente, Ryuji Yamazaki, Jin Chonshu e Jin Chonrei também aparecerão na tela de seleção. Funciona em todas as versões domésticas de Fatal Fury: Neo Geo AES, Neo Geo CD, PC e Sega Saturn – esta última, aliás, eu também tenho, e infelizmente ela não tem a hilária versão em português do roteiro, o que deveria ser considerado crime contra a humanidade.


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15 Responses to ““Mai, deixa eu cuidar da sua bunda” ou As trapalhadas da SNK do Brasil”

  1. Orakio "O Gaga" RobNo Gravatar Says:

    Nossa, muito bom esse negócio!

    Às vezes as empresas mandam “testes” de tradução para os tradutores que mandam currículos. Geralmente esses “testes” são usados em manuais, legendas de DVDs baratos e coisas do tipo. O pior é que muitas vezes os “testes” são “reprovados”, o tradutor não ganha nada, mas a tradução aparece “misteriosamente” no mercado… se foi esse o caso eu não sei, mas isso explica o motivo de termos tantas manuais de eletrodomésticos com instruções realmente esquisitas.

    [Responder]

    FabãoNo Gravatar Reply:

    @Orakio “O Gaga” Rob, Nossa, eu fico doido com os absurdos que vejo em alguns manuais. Muitas vezes eles contêm deficiências de conteúdo mesmo, mas não são raras as falhas de tradução. Agora imagino que não tenha sido o caso de a SNK ter usado tradução de teste, já que o problema é tão frequente. Tá parecendo que foi um estagiário fanfarrão mesmo. xD

    [Responder]

  2. 00_AgentNo Gravatar Says:

    Tem também uma dessas que é genial, no KOF 96, no final da Women Fighters Team. Se não me engano, a King diz “Pare de gozar na minha cara, Mai!”

    [Responder]

    FabãoNo Gravatar Reply:

    @00_Agent, Essa é clássica também! xD Tá discretamente mencionada lá em cima, no final do segundo parágrafo. Até linkei para a imagem. O Dougão desenvolveu uma teoria de que o problema é com a Mai, já que ela sempre parece estar envolvida nessas presepadas. =p

    [Responder]

  3. Sidinei INXS-BRNo Gravatar Says:

    Cara, muito bom! Lembro que joguei muito FF3 e Night Warrions. E como vibrei quando joguei com o Terry em KOF 95 e ele tinha o Power Dunk de FF3!
    E a versão do Sega Saturn não era ruim, mas não era boa! (Alusão ao FF3!).

    [Responder]

  4. Leonardo MarinhoNo Gravatar Says:

    Excelente post, Fabão. Lembro bem das traduções toscas quando jogava no fliperama perto de casa. Era sempre uma surpresa quando terminávamos uma luta.

    Mas ainda acho que era bacana ter alguns jogos em “português”. Hoje isso é bem difícil e a gente precisa apelar para os patchs e mods que o povo solta na net e que, na maioria das vezes, tem algumas boas cagadas na ortografia.

    E vamos que vamos…

    [Responder]

  5. Daniel OliveiraNo Gravatar Says:

    Ha-HA.
    SENSACIONAL FABÃO.

    Não sei se é pior não termos mais arcades com traduções para o português ou traduções malucas como essa.

    [Responder]

  6. Eduardo ShiromaNo Gravatar Says:

    Hahaha!

    Ótimo texto! Isso é só um exemplo de uma pândega tradução, mas posso imaginar por quantas outras já podemos ter passado, não só por erros como os clássicos “engrish”, mas também por fugas do texto original, etc.

    Mas de qualquer modo foi legal ter a SNK aqui em nossa terra. Jogos em português sempre foram muito escassos. Nesse ponto foi uma “VICTOLY!” da SNK em fazer tais conversões.

    [Responder]

  7. FrancoNo Gravatar Says:

    Tem também na KOF 97 quando aparecem pérolas como shelmy.Antes eu ria muito desses tropeços…
    PS: porque os jogos antigos são mais difíceis que os atuais?SS3 é quase impossível!

    [Responder]

  8. Geraldo FiguerasNo Gravatar Says:

    As traduções da SNK só podiam apresentar esse resultado mesmo. O estagiário que não sabia japonês direito traduziu para inglês. E o estagiário do estagiário que não sabia inglês traduziu para português.

    Fora isso, excelente post, um verdadeiro dossiê do engrish SNKiano.

    [Responder]

  9. FrancoNo Gravatar Says:

    Ainda estou rindo até hoje com esse post.Ou o cara não entende nada de português ou era um tremendo safado ^^
    Só rola duplo sentido com a Mai.Só faltou ela desferir um “fire bracelet”.
    Se o português já complicada a vida de um brasileiro cimum com suas regras e sintaxe imagine esse cara então.Até eu cometo alguns erros.Mas sinto falta da época dos jogos traduzidos.Mesmo com traduções toscas como essa.

    [Responder]

  10. Elmar ErnaniNo Gravatar Says:

    As traduções são as melhores! Valeu SNK! XD

    [Responder]

  11. Alain PierreNo Gravatar Says:

    Puxa já existiam programas de tradução naquela época? Chorei de tanto rir, e o pior, estou no trabalho…

    [Responder]

  12. AndyNo Gravatar Says:

    Parabéns Fabão, assim como você, sou fã da antiga SNK, adorei o texto cara, sigo seu trabalho desde a Gamers, a revista que, junto com os jogos, mudou minha vida.

    E esses engrishs da SNK já são tão queridos por alguns fãs da empresa (e odiados por outros, vá lá…) que são marca registrada da empresa…hehehe

    [Responder]

  13. letrarNo Gravatar Says:

    Muito bom, parabens pelo ótimo artigo, ri muito!

    [Responder]

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