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    Este é um blog sobre o estilo de vida gamer, o estilo de quem compreende os jogos eletrônicos como forma de arte, cultura, negócio e entretenimento; o estilo de quem joga, mas sobretudo de quem pensa os jogos; o estilo de quem se assume gamer, e vê nisso não um escapismo, mas um complemento a todos os outros aspectos e aspirações de sua existência serenamente revolta. Espere tópicos filosóficos, amenidades, discussões, polêmicas, opinião, tudo isso junto e nada disso também. Enfim, viva o estilo de vida gamer e venha aqui debatê-lo.
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PlayStation 2 e sua triste derrocada

Postado por Fabão em 28 de janeiro de 2009 às 3:29 am Imprima esta postagem Imprima esta postagem

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Morte Inglória

Beirando os nove anos de vida, o PS2 continua a receber muitos jogos. Mas e quanto à qualidade?

Mercenaries 2

Os ciclos de vida dos consoles domésticos são mais ou menos previsíveis: começam com jogos funcionalmente iguais aos da geração passada, apesar de mais bonitos, depois começam a ficar mais sofisticados até chegar ao pico criativo e tecnológico com quatro ou cinco anos de idade. Quando seu sucessor chega ao mercado, porém, a qualidade dos jogos começa a cair progressivamente até que a plataforma é definitivamente abandonada um ou dois anos depois (alguns anos mais, dependendo da base instalada).

Nessa fase de decrepitude, os jogos se encaixam em basicamente três categorias: 1) produções baratas, algumas vezes atreladas a alguma marca, muitas delas voltadas para o público infantil; 2) tradução de algum jogo japonês lançado há muito tempo, mas que na época foi dispensado em favor de algo com maior potencial de vendas; 3) versão mais pobre de um jogo natural da geração seguinte ou, mais raramente, de um sistema portátil.

Na família Sony, testemunhamos essa invasão de jogos mancos na despedida do PS1, de 2001 a 2004. Do primeiro tipo tivemos, por exemplo, Pink Panther: Pinkadelic Pursuit, Dora the Explorer: Barnyard Buddies, 101 Dalmatians II, KISS Pinball, Bratz e Barbie: Gotta Have Games. Entre as traduções tardias, tivemos Yu-Gi-Oh! Forbidden Memories, Sol Divide e o atroz Dragon Ball Z: Ultimate Battle 22. Os representantes do terceiro tipo foram abundantes, como as versões mutiladas de Harry Potter, Tony Hawk’s Pro Skater 3 e 4, Vanishing Point e as atualizações burocráticas dos jogos de esporte (Madden e FIFA, por exemplo, foram até a edição 2005). Até adaptação de jogo de Game Boy Advance teve: a aventura de plataforma 2D Pinobee.

Agora, com dois anos desde o lançamento do PS3 e todas as atenções voltadas para a guerra da nova geração, o PS2 amarga do mesmo abandono. Produções baratas foram numerosas em 2008, muitas delas reprises daquelas que infestaram a senectude do PS1: George of the Jungle, Hanna Montana, Dora the Explorer, Garfield, Bratz… Traduções tardias também não faltaram, embora algumas tenham sido muito interessantes: Innocent Life, Chaos Wars, Naruto: Ultimate Ninja 3, Yakuza 2 e Persona 3 FES. Mas nada é mais ultrajante que as adaptações toscas de jogos da geração posterior.

E nem se pode dizer que é preguiça dos estúdios. No mais das vezes, a culpa é das produtoras, que precisam justificar seus investimentos para os acionistas, então concentram os maiores orçamentos nas versões que vão vender e colocam a adaptação para PS2 em segundo plano. É comum até mesmo passar a versão pobrezinha para um estúdio externo, que sofre para fazer o possível com pouco tempo e dinheiro. É o que aconteceu, por exemplo, com Guitar Hero: World Tour, desenvolvido originalmente pela Neversoft para PS3 e X360 (média 85% no GameRankings.com) e então traduzido para o PS2 (média 70% no GR) por uma tal de Budcat Creations. O novo Alone in the Dark, que já não era bom no PS3 e 360 (72% e 62%, respectivamente), criado originalmente pelo Eden Studios, ficou ainda pior no PS2 (50%) ao ser convertido pela francesa Hydravision (desenvolvedora do apropriadamente nomeado Obscure). E temos a aberração que é a versão para PS2 de Mercenaries 2 (50%), adaptado pelo Pi Studios, uma empresa com um currículo interessante, mas que certamente não teve muitos recursos para traduzir o jogo de PS3 e X360 (ambas com média 72% no GR) criado pelo Pandemic Studios.

De quem é a culpa? Da ordem natural. Até outubro de 2008, apenas quatro jogos de PS2 apareceram entre os 10 mais vendidos de cada mês nos EUA: Guitar Hero III em janeiro (6°) e fevereiro (9°), Iron Man em maio (7°), Lego Indiana Jones em junho (10°) e Madden NFL 09 em agosto (3°) e setembro (10°). Em 2007 foram 11 jogos de PS2 no Top 10 ao longo do ano, dois deles alcançando o posto mais alto do ranking. Apesar de ter a maior base instalada já alcançada por um console nos EUA (quase 43 milhões de unidades até outubro), o PS2 já não emplaca mais jogos.

A Sony prometeu um ciclo de vida de 10 anos para o PS2 e a Sega, por exemplo, sinalizou que oferecerá suporte à plataforma até 2010. O console continua a vender bem, mesmo sem ter ainda atingido o patamar histórico de US$ 99, então é certo que o hardware ainda tem bastante fôlego no mercado. Quanto aos jogos, ainda vem mais um Persona 4 ou um Shinjuku no Ookami para dar alguma dignidade ao console, mas a curva de qualidade e quantidade entrou em marcha descendente irreversível. A quem não fez o upgrade de console ainda, resta mesmo viver do passado de glórias desse senhor obstinado que tantas alegrias nos deu.

(Artigo escrito no dia 21 de novembro de 2008, originalmente publicado na revista Dicas & Truques para PlayStation 119, dezembro de 2008. Crédito de imagem: GamesRadar)


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8 Responses to “PlayStation 2 e sua triste derrocada”

  1. IntentorNo Gravatar Says:

    Belo texto, caro Fabão.

    De fato, o PS2 ainda tem potencial de expansão dadas as suas altas vendas. Todavia, acho válido que ele seja abandonado com o tempo em favor da nova geração, algo que, como você bem pontuou, é ponto cíclico a cada nova versão dos consoles.

    Entretanto, é triste ver que os games lançados possuem qualidade muuuuuuuuuuito inferior àqueles já existentes – se vai fazer um port que faça bem feito, oras. Porém, no caso do PS2, acredito que o que o mantém vivo são seus clássicos: com games como ICO, Xenosaga, Final Fantasy X e XII, Katamari Damacy, Gran Turismo 4 e God of War I e II em sua biblioteca, além de versões "brazucas" de Winning Eleven, o vovozinho da Sony ainda tem muito a oferecer aos novatos e veteranos – eu mesmo ainda tenho jogos a concluir, o que fará com meu clássico tijolo 30001 de 2002 continue firme em minha prateleira ao lado de seu irmão mais novo e seu priminho portátil.

    [Responder]

    FabaoNo Gravatar Reply:

    O caso de Mercenaries 2 é emblemático quanto a conversões. Nos vídeos do GamesRadar você percebe como o primeiro jogo do PS2 era muito superior a esse que saiu há pouco. E bem lembrado sobre os muitos "Campeonatos Brasileiros" para PS2. :P
    A propósito, tenho um tijolão, acho que SCPH-50001, que adquiri em 2004. Tardiamente, assim como o PS3 que ainda não comprei. -_-

    [Responder]

  2. Leonardo MarinhoNo Gravatar Says:

    Ainda não comprei meu PS2. Tá, calma, não precisa me apedrejar. Já vou me redimir desse erro. Mas mesmo assim não deixe de jogar os jogos memoráveis da melhor máquina da Sony. Acontece que na época do lançamento eu ainda era Nintendista fervoroso e olhava os outros consoles com descaso. Só depois, com o passar dos anos e o lançamento de jogos que realmente me coquistaram, como God of War 1 e 2, Metal Gear Solid 2 e 3, Dragon Quest 8 entre outros, foi que decidi largar o "ismo" e partir pro que realmente importa: o jogo e a diversão.

    A grana andava meio curta por conta do pré-vestibular, que nos fez o favor de sugar cada centavo que tinhamos. Mas agora já levantei um cascalho e vou comprar o console. Mesmo antigo ainda está na minha lista de objetos de desejo. O PS2 ainda rende várias madrugadas em claro na pura jogatina. hehe.
    Enquanto isso vou empurrando com a barriga com meu PSOne que comprei pela bagatela de R$ 100,00. Uma pechincha não acha?

    [Responder]

  3. MaiquinhoNo Gravatar Says:

    ah fabão, mas isso nao eh necessariamente ruim
    pior eh a situação do game cube, xbox 1, que simplesmente nao recebem mais jogos

    se eu soh tivesse o PS2 até hj, sem duvida prefiriria q ele continuasse recebendo jogos (mesmo q ruins) do que nao receber nada. essa vida prolongada permite que apareça um Persona 4 de vez em quando, oq nao aconteceria se ele ja tivesse morto mesmo

    e como a maioria dos jogos sao coisas tpw Kung Fu Panda, as crianças pequenas acabam recebendo um PS2 de presente, conhecendo outros games tpw um god of war e se tornam jogadores hardcore

    o PS2 ainda tem bastante a contribuir para a industria, ele tem uma função: trazer as crianças q gostam de Kung Fu Panda para os games :p

    [Responder]

  4. Cesar_MartinsNo Gravatar Says:

    Onde o PS2 chegou nenhum outro console conseguiu. Algo digno de nota.
    Concordo que não se deve ter um "descaso" tão grande com o console mas se pensar bem isso é natural.

    Como já disseram, o que mantem o PS2 no top tops dos maiores consoles de todos os tempos são justamente os jogos mais clássicos. Eu mesmo comecei a jogar Yakuza (o primeiro) há pouquíssimo tempo e ele me diverte tanto quanto um jogo de geração atual. Isso é o que vale mais. =D

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  5. UzziNo Gravatar Says:

    Ahh q triste :*

    [Responder]

  6. marcosNo Gravatar Says:

    Espera qdo o ps3 for destravado

    [Responder]

  7. brunoNo Gravatar Says:

    O playstation 2 ta na moda sim . So que com os avanços pretende-se que a sony disse a um a revis ta de jojos que so fabricara jogos para ele ate o fim de 2011e começo de 2012 .Lenbre-se que o ps3so estara possivei o detravamento no ano de 2011(meio do ano de 2010 ou começo do ano de 2011)pq a linha de play 3 so possui o formato do seu dvd em blue-ray e os hakes piratas ñ estão conseguindo burlar esses dvd .(o play 3 e o xbox 360 são consoles bons mas tnbem estão com muitosdefeitos diferentes do play 2procure saber antes de conprar o seu ) xd

    [Responder]

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  1. CubaGames » Minha Opinião Sobre o PS2 Nacional Says:

    [...] o Fabão escreveu dois excelentes textos sobre a situação do PS2, aqui e aqui. Eu sempre fui bastante fã desse bloqueiro, desde que ele era redator na revista Gamers, [...]

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