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    Este é um blog sobre o estilo de vida gamer, o estilo de quem compreende os jogos eletrônicos como forma de arte, cultura, negócio e entretenimento; o estilo de quem joga, mas sobretudo de quem pensa os jogos; o estilo de quem se assume gamer, e vê nisso não um escapismo, mas um complemento a todos os outros aspectos e aspirações de sua existência serenamente revolta. Espere tópicos filosóficos, amenidades, discussões, polêmicas, opinião, tudo isso junto e nada disso também. Enfim, viva o estilo de vida gamer e venha aqui debatê-lo.
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Brasil, terra para PS2 ou PS3?

Postado por Fabão em 13 de fevereiro de 2009 às 10:28 pm Imprima esta postagem Imprima esta postagem

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Capa da revista Continue, final de 2006: não é de hoje que estamos esperando...

Capa da revista Continue, final de 2006: não é de hoje que estamos esperando…

Sonho de Emergente

Em plena aceleração do PS3, a Sony sinaliza a possibilidade de fabricar o PS2 no Brasil. Faz sentido?

No início de setembro [de 2008], a indústria brasileira de games recebeu uma notícia – inusitada? improvável? incompreensível? – que dividiu consumidores e especialistas: a Sony pode passar a fabricar o console PlayStation 2 no Brasil. Sim, o Dois. A novidade veio da Superintendência da Zona Franca de Manaus, que recebeu o projeto da Sony Brasil e aprovou a fabricação do console no Pólo Industrial de Manaus. Não há confirmação, por enquanto, por parte da Sony, mas os dados da Suframa dão conta de que a empresa investiria quase R$ 9 milhões, geraria mais de 70 empregos e fabricaria, no primeiro ano, 450 mil unidades do console.

Se o plano sairá da esfera das expectativas para entrar no campo das ações, ainda não é possível saber – a Sony Brasil afirmou que o projeto submetido é apenas para assegurar a possibilidade de investimento no Pólo. A simples notícia, porém, já dá margem para reflexões sobre a Sony, o PS2 e o Brasil.

O senso comum diria que, se a Sony decidisse finalmente começar as operações com jogos no país, que fizesse isso com o PlayStation 3, seu atual aparelho de ponta. Afinal, a Microsoft já trabalha o Xbox 360 nacional desde o final de 2006, e também o Wii da Nintendo chega oficialmente ao país, ainda que através de uma importadora. É preciso ressaltar, no entanto, que o Xbox e o GameCube eram pouco mais que peso morto no final da vida e, assim foram rapidamente descartados em favor da nova geração. O PlayStation 2, por sua vez, continua forte oito anos após seu lançamento. Só em 2008, até a metade de setembro, o console acumulava 4,5 milhões de unidades vendidas no mundo, não raro ultrapassando os números semanais de seu poderoso sucessor. Enquanto o PS3 dá prejuízo à Sony por unidade vendida (custa mais fabricá-lo do que o preço pelo qual é vendido), o PS2 continua a representar uma fonte de lucro segura para a empresa. Já são 140 milhões de unidades vendidas pelo mundo, e não há sinais de cansaço à vista. Talvez por isso a empresa relute tanto em reduzir seu preço para US$ 99 – preço, aliás, que o PS1 alcançou com cinco anos de vida…

E embora o “velho” console exiba vigor e longevidade, o PS3 chega oficialmente a países como Taiwan, Malásia, Arábia Saudita, África do Sul, Rússia, Índia e Turquia. Brasil? Talvez ainda tenhamos que passar pelo teste do PS2, como a maioria dessas nações passou e nós, por conta de impostos e desculpas de pirataria, até aqui evitamos. Mas o momento é outro. Pela primeira vez, a classe média é dominante no país e, principalmente, a economia resiste aos efeitos da crise mundial do crédito. Com ameaças de recessão nas grandes economias, as multinacionais passaram a olhar os emergentes, em especial o Brasil, com olhos de necessidade.

Para a Sony, introduzir aqui o PS2 é a decisão lógica. Um console como o PS3, que gira na faixa dos R$ 1.500, está nos planos realísticos de uma parcela ínfima da população. No país em que Master System a R$ 240 e Mega Drive a R$ 300 continuam a ser plataformas viáveis (ou então não seriam reciclados à exaustão), o PS2 é o novo sonho de consumo do gamer classe C. Não importa que os jogos novos se resumam a atualizações de franquias de esportes e versões mutiladas de títulos da geração mais poderosa; o povo quer ter acesso a Guitar Hero, Winning Eleven e Grand Theft Auto. Os ávidos por lançamentos somos nós, da imprensa, e você, consumidor entusiasta ao ponto de comprar uma revista especializada. A massa quer os bons jogos, e nem se dá conta da idade deles – não importa. É o fenômeno que testemunhamos a cada mudança de geração: três ou quatro anos após o lançamento de um novo console, seu antecessor alcança o mainstream brasileiro. E nada mais lógico para a Sony do que atender, ela mesmo, a essa demanda desta vez.

Para o Brasil, o passo cauteloso, se confirmado, já representará um avanço importante, embora mais sintomático que profético. É verdade que muitas coisas vêm acontecendo para movimentar a indústria nacional de games – lançamento do Xbox 360 e inauguração de estúdio da Ubisoft, para citar dois grandes eventos recentes –, mas a realidade pede mesmo essa prudência. Apenas quando extirparmos mazelas históricas para a saúde empresarial – carga tributária massacrante, encargos trabalhistas desestimulantes e burocracia vexante – é que poderemos atrair investimentos mais ousados, e aí sonhar com um PlayStation 3 “made in Brazil”. Pena que, talvez, até lá já estejamos ocupados demais pensando no PlayStation 4…

(Artigo escrito no dia 22 de setembro de 2008, originalmente publicado na revista Dicas & Truques para PlayStation 117, edição de outubro de 2008. Crédito de imagem: revista Continue)


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10 Responses to “Brasil, terra para PS2 ou PS3?”

  1. MarinhoNo Gravatar Says:

    Fabão, em parte concordo, a Sony poderia iniciar com o PS3, ou mesmo com o PSP, visto que as coisas na Zona de Manaus (Mão-de-Obra, custo final) são muito em conta, poderíamos ter aqui (aqui, não consoles importados ou fabricados la fora e vendidos como Kit Brazil) consoles e portáteis Sony a um preço mais em conta.

    Por outro lado, o PS2 é o videogame mais vendido por ano no Brasil, mesmo que os boys de 8, 9 anos das classes C,D e E só queiram jogar "Uinélévi", "Guitarrêro" e "Gêtêá". Querendo ou não, mesmo com os consoles desbloqueados (o meu é um deles), os PS2 da vida estão vendendo, com ocorreu com o PS1, com o SNES…

    agora, é só esperar pra ver, por que ultimamente, é mais fácil matar Yasmat do que a Sony se mecher…

    [Responder]

  2. DuduNo Gravatar Says:

    disse tudo

    [Responder]

  3. MaiquinhoNo Gravatar Says:

    q coincidecia
    ainda hj eu tava pensando "será q o fabao nao vai postar mais textos opinativos?"
    q bom q eles voltaram :p

    os resumos de noticias sao mt bons e uteis
    mas esse blog sempre foi sobre "ler a opiniao do fabao" e nao informaçao :p
    mt bom o texto o/

    [Responder]

  4. MarinhoNo Gravatar Says:

    Concordo Maiquinho, os post de opiniões do fabão são melhores, até quando era no blog antigo, mas ele tem capacidade^^

    [Responder]

  5. fezonesNo Gravatar Says:

    Se a Sony lança um PS2 nacional (com algum tipo de magia negra que impeça jogos piratas), com um Winning Eleven baseado no campeonato brasileiro, (a um preço acessível), eles farão milhões!!! Um porém é a parte da magia negra e do preço acessível… Só venda de console pra dar lucro… Quem sabe se eles oficialmente desbloquearem o console, dá pra fazer uma renda extra xD

    [Responder]

  6. ZitosilvaNo Gravatar Says:

    Pelo que eu me lembro, o ps1 seguiu o mesmo caminho por aqui, não foi? O ps2 já tinha sido lançado há, acho que mais ou menos, uns dois anos quando foi anunciado (pelo menos o plano) do ps1 aparecer oficialmente por aqui. Eu só não sei mesmo se esse plano deu resultado.

    E quanto à carga tributária, em que pés anda a lei 300/07? Há um tempo atrás a gente só falava dela, agora mais um ano se passou e nada mais foi dito sobre ela.

    [Responder]

  7. UeharaNo Gravatar Says:

    Sem querer ser pessimista, mas já sendo, o mercado de games no Brasil é gigantesco apenas em relação aos jogos piratas. E isso não está relacionado à classe social, e sim à mentalidade do brasileiro. Conheço muita gente de classe B e até classe A que baixa jogos piratas para seus Wiis e Xbox 360 na cara dura, sem nem cogitar comprar um jogo original.

    A Sony está certa em fabricar o PS2 no Brasil por tudo que foi comentado no post do Fabão, mas mais do que isso, ela teria dado um tiro no pé se fabricasse o PS3, que não tem jogos piratas. Wii e 360 vendem muito mais no Brasil por causa da pirataria. O pessoal que só joga Winning Eleven e Guitar Hero não compra PS3 nem jogo original. Por mais rico que seja.

    [Responder]

    MarinhoNo Gravatar Reply:

    classe B cara, Classe A é só original e edições de colecionadores, já que no Brasil, classe A é alguem ou algum mané jogador de futebol que ganhe acima dos 20 Mil contos…

    [Responder]

    ZitosilvaNo Gravatar Reply:

    Com certeza, a se a mentalidade das pessoas não mudar não adianta nada.
    Nem mesmo no mais utópico dos cenários, em que comprássemos um jogo por 120 reais a pirataria diminuiria. Haveria um monte de gente, com dinheiro para comprar o original, que ainda optaria pelo pirata já que aquele lá custa só 15.

    [Responder]

  8. fezonesNo Gravatar Says:

    Objeeeeeeeeeeeeection!!!
    Eu aposto, que todos esses jogadores de futebol, que tiram aquele Winning Eleven maroto na concentração, compram seus cds de música sertaneja e jogos de PS2 na mesma barraquinha que o povão. Aqui só compra jogo original quem ama games mesmo, senão, é tachado de idiota!

    [Responder]

2 pings

  1. Select Game » Brasil ainda continua dentro dos planos da Sony dos lançamentos do Playstation Says:

    [...] ou não ter esperança da empresa vir pra cá. Sabemos que a empresa está perto de começar uma estrutura de fabricação do Playstation 2 aqui e isso também poderia sinalizar de que a empresa olha o Brasil com outros olhos. O jeito é [...]

  2. CubaGames » Minha Opinião Sobre o PS2 Nacional Says:

    [...] o Fabão escreveu dois excelentes textos sobre a situação do PS2, aqui e aqui. Eu sempre fui bastante fã desse bloqueiro, desde que ele era redator na revista Gamers, famosa [...]

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