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    Este é um blog sobre o estilo de vida gamer, o estilo de quem compreende os jogos eletrônicos como forma de arte, cultura, negócio e entretenimento; o estilo de quem joga, mas sobretudo de quem pensa os jogos; o estilo de quem se assume gamer, e vê nisso não um escapismo, mas um complemento a todos os outros aspectos e aspirações de sua existência serenamente revolta. Espere tópicos filosóficos, amenidades, discussões, polêmicas, opinião, tudo isso junto e nada disso também. Enfim, viva o estilo de vida gamer e venha aqui debatê-lo.
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Análise: Retro Game Challenge (DS)

Postado por Fabão em 11 de outubro de 2009 às 10:11 pm Imprima esta postagem Imprima esta postagem

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Retro Game Challenge

Uma viagem emocionante a tempos queridos

retro_game_challenge

Sistema: Nintendo DS
Produção: XSEED Games
Desenvolvimento: indies zero
Lançamento: 10 de fevereiro de 2009 (EUA)
Mais: http://www.retrogamechallenge.com/

Supervalorizar o passado é inerente ao ser humano. A nostalgia, essa busca por um passado ideal, mistura de memória e fantasia, é uma saudade que todos nós gostamos de ter. Por possuir essa pujança, ela é, comercialmente, um tema dos mais potencialmente bem-sucedidos, embora carregue consigo uma capacidade igualmente forte para despir o objeto enfocado da aura mágica que criamos.

No mercado de games o fenômeno é bastante fértil: coletâneas vendem bem, novos títulos velhos não param de surgir no Virtual Console, e boa parte só consegue destruir o conceito que fazíamos deles. Retro Game Challenge, porém, segue um rumo menos convencional para provocar nostalgia: cria jogos inéditos, inspirados em clássicos do passado, com consciência moderna e a dificuldade auto-imposta de usar tecnologia 8-bit (caminho trilhado com resultados excelentes por Mega Man 9). Mas RGC vai além: não considera os jogos contidos em si como fim, usa-os como meio para conduzir a representação de uma era. Por isso a classificação “coletânea” é insuficiente para defini-lo, sendo o gênero da versão japonesa muito mais ilustrativo: “game in game”.

Simulador de passado

Você assume o papel de um garoto (ou garota) que é transportado para os anos 80 por uma entidade conhecida como Devil Arino, que então impõe desafios em jogos clássicos (o título é originalmente baseado no programa da TV japonesa Game Center CX, em que o apresentador Shin’ya Arino deve concluir tarefas em títulos clássicos). Seu personagem visita a casa do menino Arino, onde toda a ação se passa, e, com o apoio do anfitrião, também gamer apaixonado, tenta superar os desafios.

O metajogo é estruturado como um conto, que se inicia em 8 de novembro de 1984 com o lançamento de Cosmic Gate, um shooter no estilo Galaga. Conforme você cumpre os requisitos impostos pela versão diabólica de Arino, o tempo passa, novos jogos fictícios são lançados e uma era é retratada. Uma era caracterizada por revistas especializadas, busca por dicas, lendas urbanas que se espalhavam nos círculos de amigos, disputas por melhores pontuações – tudo devidamente aludido no jogo.

Os melhores jogos que nunca existiram

No total, são oito jogos completos: além de Cosmic Gate, tem Robot Ninja Haggle Man (13/09/1985, ação tipo Ninja Jajamaru-kun), Rally King (21/11/1985, corrida vista de cima estilo Road Fighter e Zippy Race), Star Prince (03/06/1986, shooter com scroll vertical tipo Star Soldier), Rally King SP (versão bônus dada em promoção, com pequenas modificações em relação ao original), Robot Ninja Haggle Man 2 (10/12/1986, agora com fases maiores), Guadia Quest (11/09/1987, RPG como Dragon Quest) e Robot Ninja Haggle Man 3 (21/07/1989, jogo de aventura e exploração tipo Metroid). É interessante observar como os desenvolvedores reproduziram até mesmo a evolução gráfica e conceitual que de fato aconteceu nesse intervalo de quatro anos.

Em busca do fenômeno mundial
Por mais que o original Game Center CX fosse uma encenação da realidade específica japonesa, a produtora XSEED fez um competente trabalho de adaptação para o mercado norteamericano. Gírias de época são um suporte óbvio, mas paródias com jornalistas de games das antigas (e que continuam na ativa) como Dan “Shoe” Hsu, Milkman e Dave Halverson, ajudam a dar um tom mais ocidental. Ainda assim, o nível de nostalgia depende do seu domínio sobre as diferentes camadas de cultura representadas no jogo: japonesa, americana e universal. Desta última, naturalmente, participa também a história dos games no brasil (ainda que um tanto tardiamente) e, portanto, há referências que têm significado para nossos jogadores.

E é aí que mora a maior qualidade de Retro Game Challenge: ele não precisa lidar com memórias objetivas e concretas para estimular o saudosismo, faz isso acessando ganchos de memória comuns a jogadores adultos de qualquer cultura. Afinal, qual de nós nunca assoprou uma fita para fazê-la funcionar, confundiu os caracteres de uma longa password ou ouviu a mãe gritar para parar de jogar?

O QUE É
Um simulador de anos 80, com recriação da atmosfera e situações típicas da época e jogos fictícios completos estilo NES.

VISUAL
A última palavra em tecnologia 8-bit: 4 cores por sprite, 16 cores simultâneas, scroll multi-direcional e outros recursos de vanguarda.

ÁUDIO
As composições são muito interessantes e a escolha eficiente dos instrumentos sintetizados resultou em boas faixas chiptunes.

JOGABILIDADE
De volta ao básico: dois botões de ação, um direcional. Simplicidade (de controle) e modernidade (de recursos) conjugados.

INOVAÇÃO
Coletâneas de jogos clássicos são comuns, mas de jogos clássicos que não existem, e ainda com um enredo repleto de memórias, é o primeiro.

RESUMO
Retro Game Challenge é uma daquelas criações tão tipicamente japonesas que temos sorte por poder jogar uma (bela) adaptação em inglês.

(Análise originalmente publicada na revista NGamer Brasil 21, março de 2009. Imagem: divulgação.)


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