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Análise: Star Ocean: The Last Hope (360)

Postado por Fabão em 12 de outubro de 2009 às 10:33 pm Imprima esta postagem Imprima esta postagem

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Star Ocean: The Last Hope

Um RPG para jogadores muito dedicados

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Sistema: Xbox 360
Produção: Square Enix
Desenvolvimento: tri-Ace
Lançamento: 24 de fevereiro de 2009 (EUA)
Mais: http://na.square-enix.com/starocean

A empreitada da Microsoft para fazer seu Xbox 360 emplacar no Japão tem sido bem-sucedida, em muito graças aos RPGs exclusivos. Os seis jogos mais vendidos do console na região pertencem ao gênero, incluindo o presente Star Ocean: The Last Hope. A mais nova criação da tri-Ace teve uma semana de lançamento recordista (166 mil unidades vendidas), está ultrapassando o total acumulado do primeiro da lista (Blue Dragon e suas 203 mil cópias) e ainda deu ao Xbox 360 o gás necessário para quebrar a barreira de 1 milhão de consoles vendidos no Japão.

Essa aura de sucesso do novo Star Ocean em solo nipônico tem uma razão: ele é a síntese do JRPG, para o bem e para o mal – épico, complexo e exigente.

Ópera espacial


Quarto episódio da série de ficção-científica, The Last Hope é, na verdade, uma prequela, ambientada algumas centenas de anos antes de todos os outros capítulos. O pano de fundo é a busca por um novo lar após os eventos desastrosos da Terceira Guerra Mundial, em meados do nosso século XXI. Com as pesquisas de dobra espacial, iniciou-se uma nova e empolgante era. O jogo se passa no décimo ano desse novo calendário e encena a primeira missão oficial de exploração galática.

No início, você controla o jovem Edge Maverick e sua amiga de infância Reimi Saionji, mas o elenco se expande até nove personagens jogáveis e com dublagem questionável. O desenvolvimento da história, embora lento, é instigante e consistente. Como é praxe da série, o relacionamento entre os personagens é altamente explorado através de um sistema de afinidades que envolve cenas opcionais conhecidas como Private Actions.

Épico inesgotável


Como também é costume, a essência do jogo está no profundo sistema de batalhas baseado na ação. Você vê os inimigos no próprio mapa de exploração, o que permite uma aproximação estratégica antes de ativar o modo de batalha. Nas lutas, você controla um personagem de um grupo de quatro (os demais são comandados pela IA, com padrões de comportamento que você determina) e pode movimentá-lo livremente pelo campo e usar ataques físicos e especiais mapeados nos botões do controle. As possibilidades ficam bem interessantes com o Blindside (recurso para surpreender e atacar o ponto-fraco do inimigo), o Rush Mode (espécie de Limit Break) e a Bonus Board (que concede vários benefícios sob condições diferentes). Para tornar as coisas ainda mais complexas, o alto nível de personalização permite que você escolha e desenvolva as habilidades de cada personagem e ainda há outras bonificações com os Beats (espécie de postura ofensiva/defensiva).

Ainda segundo o hábito, há dungeons gigantescas com save points esparsos que podem ocasionar a perda de horas de jogo. E há muitas atrações secundárias, como a coleta de troféus de batalha, as muitas opções de criação de itens, colheita e mineração pelos cenários. Tais distrações, se levadas a sério, podem fazer o relógio de jogo passar facilmente das 100 horas.

Com tamanha escala, é uma pena que Star Ocean: The Last Hope seja tão conservador, talvez até um tanto arcaizante, no que diz respeito aos moldes do JRPG. Saves mais generosos e menos sessões de level grinding poderiam animar mais gente (e não apenas os japoneses tipicamente persistentes e completistas) a apreciar seus personagens cativantes e suas batalhas hipnotizantes.

AVALIAÇÃO
+ Sistema de batalha empolgante
+ Profusão de conteúdo
+ Narrativa interessante
- Poucos save points
- Dublagem sofrível

EM SUMA
Um JRPG majoritariamente conservador, mas intensamente apaixonante.

(Análise originalmente publicada na Revista Oficial do Xbox 360, edição 29, abril de 2009. Imagem: divulgação.)


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One Response to “Análise: Star Ocean: The Last Hope (360)”

  1. FrancoNo Gravatar Says:

    Ouvi dizer que essa versão vai sair pro PS3 como versão do diretor.Tomara que seja verdade afinal um jogão desses fora da nova plataforma da Sony seria uma pena

    [Responder]

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