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    Este é um blog sobre o estilo de vida gamer, o estilo de quem compreende os jogos eletrônicos como forma de arte, cultura, negócio e entretenimento; o estilo de quem joga, mas sobretudo de quem pensa os jogos; o estilo de quem se assume gamer, e vê nisso não um escapismo, mas um complemento a todos os outros aspectos e aspirações de sua existência serenamente revolta. Espere tópicos filosóficos, amenidades, discussões, polêmicas, opinião, tudo isso junto e nada disso também. Enfim, viva o estilo de vida gamer e venha aqui debatê-lo.
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Análise: Professor Layton and the Diabolical Box (DS)

Postado por Fabão em 25 de outubro de 2009 às 3:01 pm Imprima esta postagem Imprima esta postagem

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Professor Layton and the Diabolical Box

Mais uma aventura de quebrar a cabeça

DiabolicalBoxArtwork
Sistema: Nintendo DS
Produção: Nintendo
Desenvolvimento: Level-5
Lançamento: 24 de agosto de 2009 (EUA)
Mais: http://professorlaytonds.com/

“Um verdadeiro cavalheiro não deixa um quebra-cabeça sem resolver.” Com essa frase de efeito, o distinto professor de arqueologia Hershel Layton lançou as bases para seu jogo de estreia, Professor Layton and the Curious Village: uma envolvente história de mistério à inglesa conduzida por quebra-cabeças variados. As andanças do docente com seu pequeno pupilo Luke pela vila de St. Mystere renderam quase 4 milhões de cópias vendidas pelo mundo e foram apenas o capítulo inicial de uma trilogia.

Diabolical Box aperfeiçoa a fórmula e expande o conteúdo do original, mantendo o acabamento impecável pelo qual o estúdio Level-5, um dos mais ativos e bem-sucedidos da atualidade, é conhecido.

História de detetive

Após resolver o mistério da família Reinhold em Curious Village, Layton recebe uma carta de seu antigo mestre, Dr. Schrader, contando que ele obteve a Elysian Box, um artefato conhecido por matar qualquer um que se atreva a abri-lo. Quando o professor e Luke chegam ao apartamento de Schrader, encontram-no aparentemente morto e a caixa, roubada. Com o peculiar instinto de detetive que remete a Sherlock Holmes e Watson, a dupla parte para investigar o caso, e a jornada os leva de trem à cidadezinha interiorana de Dropstone.

Mas a trama não se limita a um único ambiente, como no jogo de estreia. Os onipresentes quebra-cabeças começam já na chegada ao apartamento de Schrader, se estendem pelas viagens a bordo do Molentary Express até uma cidade secreta e, de lá, terminam em um castelo que abriga uma criatura dita sobrenatural. Enquanto progride, você se envolve com os personagens interessantes, com a complexa rede de relação entre eles e com a narrativa eficiente – mistérios vão sendo introduzidos e, para mantê-lo no domínio do enredo, existem entradas de diário e resumos a cada retomada. Apesar dos momentos altos (as participações do condutor roqueiro Sammy Thunder são alguns deles), certos clichês do primeiro jogo se repetem e traem expectativas.

A estrutura de progressão é a mesma de Curious Village: você se desloca por diferentes lugares, vasculha os cenários e conversa com pessoas para encontrar e resolver enigmas e dar prosseguimento à história. O que melhorou foi a justificativa para os desafios, já que eles estão mais intimamente ligados à história ou ao contexto, e o volume deles: de 135 quebra-cabeças no primeiro jogo, passamos a 153 em Diabolical Box.

Temos que resolver todos!

O repertório de charadas recicla algumas ideias do original, como os tabuleiros de arrastar peças, agora mais claustrofóbicos, mas há muitas inéditas, como os desafios baseados no clássico Torre de Hanói. No geral, há menos desafios de lógica e nenhum com palitinhos, mas diversos baseados em cálculo e percepção espacial. A maioria requer uma leitura cuidadosa das instruções, o que pode ser complicado com os textos quase sempre loquazes.

Como ajuda nos momentos de dúvidas, cada quebra-cabeça tem até três dicas, cada uma custando uma Hint Coin – moedas que você coleta clicando em lugares quase aleatórios dos cenários. Durante a pensata, é possível acessar um bloco de notas para rabiscar, mas ele seria mais eficiente se a borracha permitisse apagar trechos, em vez de eliminar a tela inteira.

Apenas alguns enigmas são obrigatórios para avançar na história, e os que poderiam ser deixados para trás vão parar todos na Granny Shack, a casinha da velha fada, caso você avance negligentemente.

Para dar variedade, a maleta de Layton, que é o seu menu de pausa, contém alguns desafios mais persistentes: uma câmera que precisa ser montada e então permite fotografar alguns cenários para curtir um jogo dos três erros; uma sessão de exercícios em tabuleiro para fazer um hamster obeso emagrecer e servir de alarme de Hint Coins (muito tardio, muito infrequente); e um minijogo de coletar ingredientes para fazer chás e agradar pessoas (muito trabalhoso, muito monótono).

Qualidade, ainda que tardia

Bônus: "Iris ~ End Theme ~", a espetacular faixa de encerramento do jogo

O grande talento da Level-5 para reproduzir um espírito tipicamente europeu no estilo de arte e na música – cunhada nas melodias de acordeão típicas da música popular europeia – é metade do charme de Professor Layton. As cenas em desenho animado e as sequências de diálogo dubladas poderiam ser mais numerosas, mas ao menos não dá para reclamar de conteúdo: mesmo depois de passar quase duas dezenas de horas para concluir todos os desafios, ainda é possível baixar os quebra-cabeças semanais disponibilizados via Wi-Fi Connection (há um ano de downloads planejado).

Mas nem todo esse volume é capaz de justificar o intervalo entre Curious Village e Diabolical Box no ocidente: 18 meses de espera, tempo suficiente para que a trilogia terminasse no Japão e chegasse às vésperas de se iniciar uma nova saga por lá. Sintoma de uma Nintendo of America apática, que dispensou Fatal Frame IV (Wii) e Soma Bringer (DS), que tem baseado sua linha de jogos de 2009 em relançamentos e que chegou a fazer uma alteração insignificante, mas simbólica, na própria capa americana de Diabolical Box: inseriu cinco telas de jogo em destaque, como a convidar o comprador casual em busca de sua próxima distração. Tomara que a filial americana acorde e não demore tanto a trazer o conclusivo Professor Layton and the Last Time Travel – um desejo humilde se considerarmos que os japoneses já têm mangá, filme animado e novelização de Layton.

<<<boxe>>>
A porta secreta

PL2ElysianBox11

Se você ainda tem guardado o cartucho de Curious Village, é possível ativar conteúdo extra em ambos os jogos através de códigos secretos. Acessando a opção Top Secret a partir do menu inicial Bonuses, e então clicando sobre The Hidden Door, você recebe uma senha para utilizar no primeiro jogo. Fazendo o mesmo no original, você ganha um código secreto para Diabolical Box. Mas atenção, ambas as combinações são únicas e exclusivas para cada Nintendo DS, ou seja, não adianta pegar a senha de outra pessoa.
Caso não tenha os dois jogos para fazer a interação, não se importe: o conteúdo destravado não é nada de mais. Mesmo.

CONCEITO
Você acompanha Layton e seu pupilo Luke numa trama cheia de mistérios, conduzida por quebra-cabeças em profusão.

VISUAL
A arte em estilo europeu está de volta, dando vida aos cenários bem decorados e aos personagens variados e interessantes.

ÁUDIO
O estilo musical do primeiro jogo também foi preservado, assim como a alta qualidade da instrumentação.

JOGABILIDADE
Inteiramente conduzido pela tela de toque, o jogo falha em interpretar a sua intenção em algumas situações específicas.

INOVAÇÃO
Identidade e coerência são cruciais, mas talvez o novo jogo se adira um pouco demais ao original.

RESUMO
Com ritmo agradável e conteúdo generoso, Diabolical Box certamente o manterá ocupado por uma ou duas boas dezenas de horas.

(Análise originalmente publicada na revista NGamer Brasil 28, outubro de 2009. Imagem: divulgação.)


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