Gamer Lifestyle

O blog do Fabão

  • Translator

    Portuguese flagItalian flagEnglish flagGerman flagFrench flagSpanish flagJapanese flag
  • Sobre o Gamer Lifestyle

    Este é um blog sobre o estilo de vida gamer, o estilo de quem compreende os jogos eletrônicos como forma de arte, cultura, negócio e entretenimento; o estilo de quem joga, mas sobretudo de quem pensa os jogos; o estilo de quem se assume gamer, e vê nisso não um escapismo, mas um complemento a todos os outros aspectos e aspirações de sua existência serenamente revolta. Espere tópicos filosóficos, amenidades, discussões, polêmicas, opinião, tudo isso junto e nada disso também. Enfim, viva o estilo de vida gamer e venha aqui debatê-lo.
  • Assine os feeds

  • Atualizações por e-mail

    Para receber atualizações direto no seu e-mail, clique aqui.
  • Anúncios

  • Novidades Play-Asia em Jogos

  • Novidades Play-Asia em Figures

  • Novidades Play-Asia em Livros

  • Pesquisa de produtos Play-Asia

Aviso: Novo feed [troque o velho, por favor]

Posted by Fabão on 10th junho 2008

Entre algumas modificações presentes e outras planejadas para o futuro, uma importante foi a troca dos feeds RSS (essas maravilhas da modernidade que entregam as novidades quentinhas para você, diretamente no conforto do seu agregador favorito). Dispensei os feeds capengas do WordPress em favor do notável FeedBurner, o que trará uma série de vantagens. Para quem recebe, na verdade, não muda muita coisa, aparentemente. Há uma ou outra microinformação que passa facilmente despercebida por nem ser tão relevante, mas o principal está por trás das aparências: com os feeds do FeedBurner, eu tenho acesso a uma porção de estatísticas, o que me permitirá planejar melhor as atualizações do Gamer Lifestyle de acordo com as expectativas dos visitantes. Por isso, se você ainda recebe as novidades pelo feed antigo, peço encarecidamente que troque pelos novos, listados abaixo:

Chamadas

Game Music Podcast

Comentários

Mais uma vez: por favor, deletem os feeds antigos e passem a assinar os novos. Leva só alguns minutos e trará grandes benefícios! ^_~

Post to Twitter Post to Plurk Post to Delicious Post to Digg Post to Facebook Post to Reddit Post to StumbleUpon

Tags: , , , ,
Posted in Gamer Lifestyle, Internet, Uncategorized | 1 Comment »

Racismo em Tóquio

Posted by Fabão on 16th maio 2008

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=HNAJWA2gVHE&hl=en]

Dando uma inusitada continuidade ao tema que abordei aqui, encontrei e resolvi publicar esse vídeo que mostra um exemplo de “racismo” em Tóquio. Acho que eu também seria considerado racista… não tem como evitar. :P

Via Danny Choo.

Post to Twitter Post to Plurk Post to Delicious Post to Digg Post to Facebook Post to Reddit Post to StumbleUpon

Tags: , , , , ,
Posted in Comportamento, Comédia, Internet, Japão, Miscelânea, Racismo, Uncategorized, YouTube | No Comments »

Íntegras: Devolvam-me 2005 [GameMaster 36, 01/2008]

Posted by Fabão on 14th maio 2008

Essa foi a minha coluna de “virada de ano” para a GameMaster, mas me parece muito apropriado republicá-la agora. Logo menos explico os porquês. Por ora, fique com o texto (tendo em mente que foi publicado em janeiro desse ano).

Devolvam-me 2005

Não me interprete mal. 2007 foi, indiscutivelmente, um dos melhores anos na história dos videogames. É impossível questionar o potencial de influência de Super Mario Galaxy, BioShock e Portal; ou a personalidade de Zack & Wiki, Folklore e Odin Sphere; ou a qualidade de Call of Duty 4, Mass Effect e Uncharted. Tivemos ainda Rock Band, Halo 3, Zelda: Phantom Hourglass, God of War II, Heavenly Sword, Crysis e mais inumeráveis ótimos jogos que cobrem todos os gêneros em todas as plataformas. Não, definitivamente eu não poderia criticar o bom e já saudoso 2007.

Por que, então, o clamor pelo retorno de 2005? Explico. Em intervalos mais ou menos regulares, a indústria de games atinge culminâncias de inspiração. 2005 nos trouxe um desses surtos criativos. Foi o ano da reinvenção de uma série com Resident Evil 4, do nascimento de franquias de ouro com God of War e Guitar Hero, da sofisticação gráfica de títulos como Soul Calibur III, Gran Turismo 4 e F.E.A.R., mas, principalmente, foi o ano da experimentação. Poucas vezes um intervalo de 12 meses conseguiu abarcar tanta ousadia, tanta atitude, tanto… talento despudorado. Pudemos rolar uma bola por cima de planetas em We Love Katamari, escalar gigantes em Shadow of the Colossus, girar o controle para fazer a comida conhecer a cadeia digestiva em WarioWare Twisted, jogar como mocinho e bandido da mesma trama em Indigo Prophecy, controlar sete personalidades assassinas de um paraplégico em killer7, contrair três ou quatro matérias de estudo de Freud em Animal Crossing: Wild World, vasculhar mentes complexadas em Psychonauts, caramba!, até mesmo recolher cocô de cachorro em Nintendogs!

Esse fenômeno costuma acontecer três ou quatro anos após a transição de uma geração de consoles domésticos para outra, quando os programadores têm intimidade absoluta com os hardwares, e os designers, ciência de como utilizar os recursos das novas plataformas – base instalada para justificar o inesperado a executivos também ajuda. É quando ninguém mais está se preocupando em mostrar o quão grande pode ser um sprite, o quão reflexiva pode ser uma superfície ou quantos personagens podem haver na tela ao mesmo tempo, só porque é possível. Quando o que importa, de verdade, é a criatividade.

Se a progressão se mantiver verdadeira, viveremos um 2008 de jogos muito criativos, que abrirá caminho para o pico de originalidade em 2009. E, se o respeitoso 2007 já trouxe muitas das características dos apogeus de inovação do passado, o que as mentes imprevisíveis dos brilhantes designers de jogos estão preparando para o próximo ciclo revolucionário? Alguém aí arrisca algum palpite para o “sucessor espiritual” de 2005?

Mais depois do “Leia mais”…

Read the rest of this entry »

Post to Twitter Post to Plurk Post to Delicious Post to Digg Post to Facebook Post to Reddit Post to StumbleUpon

Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , ,
Posted in Divagações, Internet, Íntegras | 10 Comments »

Racionais Gamers

Posted by Fabão on 20th abril 2008

Não é de hoje que noto a presença dos videogames nas letras do grupo de rap Racionais MC’s. As ocorrências de que me lembro:

Fim De Semana No Parque (em“Raio X Brasil”, 1993)

Daqui eu vejo uma caranga do ano.
Toda equipada e um tiozinho guiando.
Com seus filhos ao lado estão indo ao parque.
Eufóricos, brinquedos eletrônicos.
Automaticamente eu imagino
A molecada lá da área como é que tá.
Provalvelmente correndo pra lá e pra cá.
Jogando bola descalços nas ruas de terra.
É, brincam do jeito que dá.
Gritando palavrão, é o jeito deles.
Eles não tem videogame, às vezes nem televisão.
Mas todos eles tem em São Cosme e São Damião
A única proteção.

Vida Loka (Parte II) (em “Nada Como Um Dia Após O Outro Dia”, 2002)

E eu que e eu que , sempre quis um lugar
Gramado e limpo assim verde como um mar
Cercas branca, uma seringueira com balança
Desbicando pipa cercado de criança.
Ho ho Brown, acorda sangue bom
Aqui é Capão Redondo tru, não Pokémon (*).
Zona Sul é o invés é o stress concentrado
Um coração ferido por metro quadrado.

(*): Embora aqui a referência diga mais respeito, provavelmente, ao anime de Pokémon que propriamente ao jogo, já que vem em alusão ao cenário descrito, melhor comparado com o desenho que com as cenas do Game Boy.

Da Ponte Pra Cá (em “Nada Como Um Dia Após O Outro Dia”, 2002)

Eu nunca tive bicicleta ou videogame,
agora eu quero o mundo igual Cidadão Kane.

Porém, nenhuma referência aos jogos eletrônicos nas músicas de Mano Brown, Edi Rock, KL Jay e Ice Blue é tão específica quanto a que aparece no novo trabalho do grupo, que fará parte do álbum inédito a ser lançado ainda em 2008. Fique com o vídeo (gravação de show em Fortaleza, cortesia do usuário do YouTube “roneyvidaloka”) e a transcrição do trecho:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=hDA6_Sogqnw&hl=en]

Mente Do Vilão (em álbum inédito, 2008 )

A Cosa Nostra vem, só pra contar as de cem,
O punk louco tá aqui com a Black Hill (zen).
Alguns pipoca vem, a arma tá sem trava
Sem silenciador pra oreiada, vai pras nuvem.
Em campo de novo, pode vir tem vitória
A maioria é o povo, só quer fazer o bem
Nego faz refém, os branco que aqui tem.
Eu só pego o que tá dentro da mala sem ferir ninguém
Salve Febem, eu me inspiro com Ruden(?).
Canta a realidade das ruas que te leva além
É o frio que vem, tipo o Ryu e o Ken,
Que representou o bem e mostrou ter coragem.

O trecho que menciona os Street Fighters está aos 1:53 do vídeo acima, e apesar de estar no contexto da música mais para dar continuidade à rima, ainda é interessante ver como os jogos transcendem sua própria mídia e aparecem em outras manifestações artísticas.

Post to Twitter Post to Plurk Post to Delicious Post to Digg Post to Facebook Post to Reddit Post to StumbleUpon

Tags: , , , ,
Posted in Comportamento, Divagações, Internet, Miscelânea, Música | 9 Comments »

Íntegras: Pelo Direito de Ser Negro [GameMaster 34, 11/2007]

Posted by Fabão on 20th abril 2008

Não, o blog Gamer Lifestyle não morreu. Nem eu. Este apenas anda ocupado com gaming books, revistas e faculdade. Aquele, em conseqüência, permaneceu em estado de letargia. E é querendo devolver ao blog alguma vivacidade que pensei numa maneira, a única plausível por ora, de alimentá-lo: Íntegras, a nova seção que trará textos que já publiquei no passado em versões não-editadas (o que geralmente quererá dizer maiores que os publicados, já que tenho ainda dificuldades em ceder às coerções dos limites de caracteres :P ). Vez ou outra – talvez uma vez por semana, ainda não decidi -, vou publicar um novo velho texto aqui e, se necessário, fazer algumas considerações.

Para estrear a seção, um texto publicado na edição de novembro de 2007 da revista GameMaster, em minha coluna Jogo Sério: “Pelo direito de ser negro”. Foi também o texto que inaugurou a coluna lá, e como queria há muito discorrer sobre o assunto, decidi que assim seria, mesmo que o alvoroço todo que o motivou tenha ocorrido em julho de 2007. Porém, sua republicação agora se justifica porque o caso ainda é atual e continuará causando barulho por muito tempo, como veremos adiante. Sem mais, ao texto:

Pelo direito de ser negro

Umas das melhores coisas mostradas na E3 desse ano foi o trailer de Resident Evil 5, recebido com efusividade pelos fãs. Mas não demorou muito para que alguém desvirtuasse a conversa por um fato isolado: negros alvejados por protagonista branco. Entre outros artigos sobre o pretenso problema, se destacou o de Kym Platt no blog Blacklooks.org. A escritora afirma que RE5 “é problemático em vários níveis, incluindo a representação de pessoas Negras como selvagens desumanos, a morte de Negros por um homem branco em trajes militares e o fato de esse jogo ser voltado para crianças e jovens adultos”.

O referido artigo também é “problemático em vários níveis” – como maiusculizar a palavra “negro” e não a palavra “branco” e o fato de o jogo certamente receber a classificação M, para maiores de 17 anos –, mas não vou me perder analisando a forma em vez de a substância. A questão é definir se RE5 é ou não racista – ou, antes, de lembrar: o que é racismo mesmo? É a admissão de uma hierarquia entre as etnias – e não me lembro de RE pregar supremacia de raça, aberta ou sutilmente.

RE4 se passava numa vila de espanhóis transformados em zumbis. Ninguém reclamou de repressão a ibéricos e, por possível extensão, latinos. A Capcom não informou a localidade de RE5, mas acredita-se ser um país na África ou, boatos apontam, o Haiti. Assim como no jogo anterior, a série é levada para um novo ambiente, e é natural que os zumbis sejam negros em um país de maioria negra – se fosse na selva amazônica, esperaríamos que fossem índios, não? Será que deveriam substituir todos por brancos? Ou seria o vírus tão racista a ponto de não infectar qualquer indivíduo que não fosse branco?

Se o cenário for o Haiti, será mais uma homenagem do que degradação, já que o país é considerado a origem do mito dos zumbis. Chris certamente receberá o suporte de personagens nativos, como Leon teve a ajuda de Luis Sera em RE4, e então será negro contra negro, porque o enredo não é sobre discriminação racial, mas sobre sobrevivência, sobre lutar contra seres que querem matá-lo, sobre buscar uma cura para o mal que se espalha.

Ser racista é fazer diferença, é agir como se os negros fossem coitados que precisassem de proteção especial contra as ameaças criadas apenas pela paranóia desses racistas inconscientes. É não querer negros zumbis, é não querer negros na África, ou no Haiti. A segregação étnica é um problema real, mas que ela seja repudiada e combatida onde verdadeiramente exista. E que Bob Marley permita-me adaptar uma frase dele para esse contexto: Enquanto a cor da pele do zumbi for mais importante que as questões da vida real, sempre haverá guerra.

Considerações: Em entrevista recente, o produtor Jun Takeuchi confirmou que Resident Evil 5 se passa realmente na África, justicando que o continente é considerado o berço da humanidade, e que então faz sentido buscar lá a origem do vírus que é o pivô do Survival Horror.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=sOvyFvO80Uw&hl=en]

Também recentemente, como mencionei lá em cima, a polêmica voltou aos noticiários online (o amigo Fabio Bracht também fez uma reflexão interessante no blog Continue.com.br) quando N’Gai Croal, em entrevista a seu amigo Stephen Totilo para o blog MTV Multiplayer, afirmou, sobre o trailer de RE5, que “Fica claro que nenhum negro trabalhou nesse jogo”, fazendo uma consideração muito válida ao associar as cenas exibidas com o contexto histórico mundial de discriminação racial contra negros. E foi além: “Eles [os inimigos] estão escondidos nas sombras, você mal pode ver os olhos deles, e a perspectiva do trailer nem é de alguém que está vindo para ajudar as pessoas. É como se todos eles fossem perigosos; todos eles precisam ser mortos”.

Croal é um dos jornalistas especializados que mais admiro nos EUA, editor do blog Level Up, autor de artigos inteligentes e algumas das entrevistas mais bacanas que já li. A preocupação dele, ao dizer que o conteúdo de RE5 (atirar em negros) difere do de RE4 (atirar em hispânicos), por exemplo, é que não se pode dissociar o contexto histórico que as cenas do novo jogo carregam implicitamente. É verdade que os japoneses (nesse caso, os desenvolvedores do jogo) não costumam ter consciência do mundo estrangeiro, por isso vez ou outra criam imagens estereotipadas daquilo que não conhecem senão superficialmente, ou abordam assuntos de uma maneira que pode escandalizar os outros (como aconteceu no objeto aqui analisado). Porém, mais do que considerar aqui a intenção dos criadores do jogo (que certamente não foi a de ofender ninguém, antes devendo-se mais a uma espécie de alienação) ou o próprio conteúdo do jogo (que ainda está em desenvolvimento e do qual ainda pouco conhecemos, mas que talvez possamos supor, como supus na coluna da revista, que nem todos os habitantes locais serão inimigos, como sugerido nas imagens vistas na vídeo-entrevista recente com Jun Takeuchi), é importante desmistificar essa intocabilidade da diversidade racial humana como elementos literário sem que carregue qualquer realidade adjacente que não o simples fato de existirem. Sem juízo de valor – pois que não há verdadeiramente, é criado por opressores e oprimidos.

É preciso também levar em conta a cultura do povo que originou a obra. As feministas modernas, por exemplo, provavelmente ficam em polvorosa ao conhecer o papel da mulher na sociedade grega antiga, que se reflete na literatura e outras manifestações artísticas do período. É necessário, por isso, banir as criações de Homero, Platão, Aristóteles…? Não, é preciso fazer uma leitura consciente de seu contexto.

Sugiro uma abordagem semelhante de RE5. Não que no Japão se matem negros aos montes (ou teríamos que supor também isso de todas as outras etnias, inclusive do próprio fenótipo japonês, e mesmo de aliens e animais, já que são todos sujeitos de tantos outros jogos nipônicos), mas que lá, como disse mais acima, a questão é historicamente abstraída da comoção que motiva nas nações do colonialismo. Porque não faz parte de sua consciência coletiva, o assunto é geralmente tratado pelos japoneses com neutralidade, sem intenção de ofender ninguém.

No mais, se quisermos combater o racismo, devemos fazê-lo onde ele realmente exista, não onde se quer imputá-lo por paranóia ou hipersensibilidade.

Post to Twitter Post to Plurk Post to Delicious Post to Digg Post to Facebook Post to Reddit Post to StumbleUpon

Tags: , , , , ,
Posted in Comportamento, Internet, Istas, Miscelânea, Polêmica, Íntegras | 2 Comments »

"Eu como Tetris no café da manhã"

Posted by Fabão on 9th setembro 2007

Amo a arte do speedrun, sou fascinado pelos desafios que os japoneses propõem e vencem (matar o Emerald Weapon do FFVII somente com uma Tifa level 7, por exemplo, ou encarar o Omega Mk. XII do FFXII com nível baixo), mas, principalmente, tenho um prazer quase doentio ao assistir vídeos de jogadores de altíssimo nível em jogos de luta, tiro e puzzle. E é desse último gênero o vídeo que chamou a minha atenção nesse finalzinho de domingo.

O jogo é Tetris: The Grand Master 3, arcade japonês da Arika (aquela do Street Fighter EX, fundada pelo ex-Capcom Akira Nishitani) lançado em fevereiro de 2005. O vídeo saiu da página de downloads da empresa (com vídeos incríveis de jogos desenvolvidos ou adaptados pela Arika), e não sei quem é o jogador. O fato é que o cara consegue terminar o modo Master, em que as peças não ficam flutuando – caem instantaneamente assim que aparecem na tela (mais informações sobre o funcionamento dessa versão aqui, só para contextualizar melhor a façanha). Curiosidade: no final do vídeo, na hora dos créditos, ele continua jogando, só que com a pilha de peças invisível! Aprecie a obra (do lado esquerdo, está a tela de jogo; do direito, as mãos do cidadão):

[vodpod id=ExternalVideo.368564&w=425&h=350&fv=]

Fonte: www.gamebrink.com

Os melhores jogadores de Tetris que eu já tinha visto eram Ronaldo Testa e Pablo Miyazawa… até hoje. Mas, tudo bem, vocês dois continuam sendo os melhores jogadores de Tetris “não-nolife” que eu conheço. :D

Post to Twitter Post to Plurk Post to Delicious Post to Digg Post to Facebook Post to Reddit Post to StumbleUpon

Tags: , ,
Posted in Internet, Jogadores hardcore, Vídeos incríveis | 15 Comments »

Buscas perdidas

Posted by Fabão on 20th dezembro 2006

O Wordpress é uma ferramenta de blog firmeza, e entre os recursos oferecidos há várias estatísticas. Depois que descobri esses “segredos”, percebi que tenho um pouco de Gugu Liberato, daquele lance de ficar acompanhando a audiência o tempo todo. Deixo aberta a página de estatísticas do Gamer Lifestyle o dia todo e vou atualizando para ver como está o andamento.
Uma das coisas com as quais me divirto é o campo Search Engine Terms. Ali são exibidos os termos usados em buscas que geraram visitas ao seu blog. E aparece cada coisa… Sempre ficam registrados os termos do dia atual e do anterior, então, vou colocar e comentar aqui as buscas que resultaram em visitas, às vezes insólitas, ao meu blog.

Buscas de hoje
fabio santana
Visitas geradas:
3
Ok, esse sou eu, então, nada mais natural que o cara vir parar no meu blog. Mas, por curiosidade, faça uma busca no Google por “fabio santana” para ver no que dá. Tem violinista cubano, nadador, deputado, poeta e até um dentista dono do domínio www.fabiosantana.com.br. Acho que eu deveria comprar essa url… Ou não. Uma vez o Eric Araki me falou que o nome Fabio é mais comum que João ou José, e eu começo a acreditar que a maioria deles também é Santana.

detonado zelda twilight princess
Visitas geradas:
3
Quem não estiver a fim de procurar no Gamefaqs, pode encontrar um responsa na Nintendo World 102. Só não vai encontrar nada aqui.

egm brasil 59
Visitas geradas:
3
Esse tem sido o campeão de buscas nas últimas semanas. Talvez porque a revista tenha atrasado tanto (o que revoltou até a mim, vejam só). O fato é que ela já está nas bancas. Tão avançada em dezembro que já estamos fechando a 60. Enfim…

manhas para MIDNIGHT CLUB 3
Visitas geradas:
2
Manhas… Que tipo de pessoa ainda usa a palavra “manhas” para definir “dicas” (suponho)? Pelo menos é melhor do que “macetes” ou “malícias”. De qualquer forma, não me lembro de ter mencionado esse (excelente) jogo da Rockstar por aqui, e ainda assim a pessoa clicou no resultado que exibia meu blog. Duas vezes…

como criar senha para last war
Visitas geradas:
2
O open beta do novo MMORPG da Gunsoft nem começou ainda e já tem gente querendo hackear o game. Tsc, tsc…

SDP Dragon Quest VIII
Visita gerada:
1
Preview na edição 28, detonado completo na 29, epílogo e todos os extras na 30 – cortesia de Gilsomar Livramento. Ligue para (11) 6877-6088 e peça por números atrasados.

360 sta efigenia
Visita gerada:
1
Vi alguns por lá no começo de dezembro.

cabalonline no brasil
Visita gerada:
1
Cabal Online é separado, pessoa. Ainda não deve ter site oficial, mas será lançado pela estreante Gamemaxx. Está em processo de tradução agora e deve entrar em open beta até maio de 2007.

detonado fechando 100% FFXII
Visita gerada:
1
Não basta terminar, tem que ser 100%. Gamefaqs é seu mestre. Fora ele, eu estava pensando em fazer um guia de jogo, tipo livro mesmo, com umas 200 páginas, completasso, com tradução de enredo e tal… Não rolou. Quem sabe num futuro próximo? Pelo menos consegui participar do serviço feito na SDP para a versão japonesa, junto com o Douglas Pereira. Quem quiser, confira da edição 34 até a 36. Na 41 estamos publicando os extras.

revistas detonados
Visita gerada:
1
Tem uma porrada por aí. Mais fácil ir à banca do que ficar perambulando pelo Google, não? Faça assim: desligue o micro, por mais doloroso que isso possa parecer (ou apenas desligue o monitor para economizar energia), caminhe até a porta de saída da sua casa, abra-a, coloque o pé no mundo lá fora, dirija-se até a banca mais próxima e dê uma fuçada no display.

Buscas de ontem
PS3 25 de março Preço
Visitas geradas:
3
PS3? Na 25? Esquece! Tenta na Sta. Ifigênia. Eu vi lá por 4 paus e pouco.

wii comprar barato sao paulo
Visitas geradas:
3
Mamar na vaca você não quer? Espere uns três meses até passar a febre e procure de novo. Ou compre caro agora, como eu fiz e não me arrependo (Elebits tá massa!).

caminho e pista da hot wheels
Visitas geradas:
2
Só conheço Hot Wilson.

detonado FFXII
Visitas geradas:
2
Outro campeão de buscas. Isso porque eu insisti que tinha público para um guia daqueles. O que vocês acham? Pagariam, sei lá, uns 30 contos num guia de luxo do jogo que você mais espera?

galeria pajé
Visitas geradas:
2
É Pagé com “G”, criatura. Se tivesse procurado certo, teria parado aqui: www.galeriapage.com.br.

lojas video game 25 de março
Visitas geradas:
2
Decepção total. Lojas de games na 25 só servem para vender PolyStation e controles piratas de PS1 e PS2.

JOGOS DE BARATAS FAZENDO XINGAMENTOS
Visitas geradas:
2
1) A pessoa tem o dom de escrever tudo em caixa alta.
2) Onde diabos já se viu jogos (no plural) de baratas fazendo xingamentos?
3) Como a pessoa veio parar no meu blog com uma busca dessas?
4) Duas vezes?

destravamento wii
Visitas geradas:
2
Onde esse mundo vai parar?

EGM 59
Visitas geradas:
2
Está nas bancas.

jogos legais de ratos
Visita gerada:
1
Fetiche? Fixação? Não entendi o propósito de buscar um jogo com esse tema, ainda mais um que seja legal. Deixa eu ver se me lembro de algum… Hmmm, do Mickey Mouse vale?

Post to Twitter Post to Plurk Post to Delicious Post to Digg Post to Facebook Post to Reddit Post to StumbleUpon

Tags: , ,
Posted in Divagações, Internet, Miscelânea | 20 Comments »

Colocando o papo em dia

Posted by Fabão on 29th novembro 2006

Uau! Hoje faz 1 mês e 1 dia desde a última atualização. Se não fossem os 50~60 esperançosos visitantes que vêm aqui agitar a poeira diariamente, isso aqui estaria com teias de aranha, e os ratos teriam comido as letrinhas e os números. Bom, tenho que me retratar com os fiéis visitantes, mas, pra variar, não tenho muito tempo – o movimentado fim de ano está me deixando louco! Em vez de fazer uma atualização mandraque como as últimas, vou derrubar pequenas gotinhas de novidades:

• O Video Games Live Brasil 2006, foi um sucesso, tanto no Rio de Janeiro (dia 12/11) quanto em Sampa (19/11). Todos vibravam a cada nova música e eu mesmo chorei em mais de um momento do show. Teremos cobertura completa na EGM Brasil 59 e mais em breve no site www.heroi.com.br.
Trivia: a voz que anunciou Tommy Tallarico em SP após o Classic Medley e no início do Ato II era desse que voz escreve. O genome soldier que fez uma atuação genial no segmento de Metal Gear Solid era ninguém menos que Gilsomar Perônico do Livramento, o Gil. Só falta agora derrubarem ele na rua pra pegar a dog tag! :P

• Por falar em EGM Brasil 59, acabamos de fechar e estamos no processo de aprovação para começar a rodar a revista na gráfica. Só digo uma coisa: está foda! Bom, só digo uma coisa coisa nenhuma, vou falar mais! Ela tem:
1) Novo projeto gráfico e editorial. Um visual arrojado, novas seções e novos caminhos.
2) Três capas diferentes.
3) Um saco plástico que encobre o logo novo da revista. Você só verá o logotipo renovado quando comprar e abrir o saco (opa!).
4) Além das 100 páginas mensais, tem também um suplemento especial de 16 páginas com tudo sobre PS3 e Wii.
5) 58 jogos analisados!!! Um recorde absoluto! São 106 review (24 jogos com 3 reviews cada + 34 em Nano Reviews).
6) Os primeiros reviews de PS3 e Wii. Quanto será que ganhou Zelda? E Resistance? São, ao todo, 11 jogos de Wii e 5 títulos de PS3 analisados.
7) Análises de Gears of War, o jogo mais bonito já lançado.
8 ) Promoção valendo 100 controles de PS2.
9) Tudo isso pelos mesmos R$ 8,90 de sempre.
10) Dia 11/12 nas bancas.
[Atualização: novidades sobre a EGM Brasil 59 (incluindo um atraso) no meu post mais novo: aqui]

• Eu continuo a jogar The Legend of Zelda: Twilight Princess no Wii. Não dá pra parar!

• Enquanto isso, continuo na busca frenética pelo meu próprio Wii. Não tenho tido muito sucesso, mas permanece a esperança de ter um antes do Natal. Alguém tem alguma dica de onde posso encontrar um barato?

• Dia 1º de dezembro, também conhecido como essa sexta-feira, finalmente chega o Xbox 360 brasileiro. Um dia histórico! No site da FNAC já tem pra vender desde hoje, e acredito que a loja já tenha quiosques para testes de jogos. Quero dar um pulo lá assim que possível. Recomendo que façam o mesmo. Lá e nas outras lojas que estão vendendo o aparelho oficial da Microsoft Brasil.

• E foi dada a largada para a gincana do Elemento X, que dará 10 Xbox 360 (4 por telefone, para o Brasil todo, e 6 ao vivo, numa busca supercriativa pela cidade de São Paulo). Pena que eu não tenho tempo pra dar um rolê pela cidade atrás de pistas e pagando o mico de falar senhas estranhas para pessoas suspeitas :P … A gincana rola nos dias 2, 3, 9, 10, 16 e 17 de dezembro. Mais informações no site: http://elementox360.spaces.live.com/.

• E mais MMORPGs estão invadindo o Brasil! Em dezembro chegam a comunidade virtual de Second Life (Kaizen Games) e o ambiente futurista de RF Online (Level Up! Games). Em janeiro tem o medieval Last War (Gunsoft). Essa semana, no www.heroi.com.br, vamos revelar em primeira mão um novo MMORPG totalmente traduzido para o português – só digo que é coreano, e de uma empresa estreante, mas com planos promissores. E em breve teremos novidades de Mu Online também… Parece que muita gente vai perder (ainda mais) a vida social. :D

• Voltando a falar de EGM Brasil, para a edição 60, estamos preparando um brinde que vai deixar muita gente animada – se é que me entendem… E a edição de quinto aniversário se aproxima rapidamente! É a 63, que chega às bancas em abril. Os preparativos por aqui já começaram. ;)

• Está para começar também a votação do 3o Troféu Gameworld, a premiação máxima da indústria brasileira de games. Os planos para essa edição são ainda mais ambiciosos. Em breve terei novidades…

———–

Bom, acho que é isso por hoje. Se lembrar de mais alguma coisa, depois eu posto. E prometo que vou tentar atualizar esse cantinho querido com mais freqüência. Tenho algumas pensatas ainda na cabeça, e logo quero passá-las para esse espaço virtual.

Abraços,

Fabão

Post to Twitter Post to Plurk Post to Delicious Post to Digg Post to Facebook Post to Reddit Post to StumbleUpon

Tags: , , , , , , ,
Posted in EGM Brasil, Indústria de games, Internet, Jornalismo de games, MMOGs, Miscelânea, Wii, Xbox 360 | 33 Comments »

Certas coisas não mudam…

Posted by Fabão on 28th outubro 2006

Como disse na atualização passada, ultimamente tenho andado sem tempo. Como não quero deixar os amigos que acompanham meu blog na mão, resolvi fazer uma “atualização mandraque”. Resgatei um texto meu, publicado no dia 15 de dezembro de 2004, no Powerblog do velho Gameworld. O tema era os istas e suas atitudes extremistas. Dei uma lida no meu manifesto de dois anos atrás e, que constatação!, não poderia estar mais atual… Continuo vendo a mesma coisa em fóruns e, principalmente, no orkut. Leia o texto na íntegra e julgue por si mesmo:


Antagonismos

É engraçado como as pessoas esquecem da essência das coisas e deturpam seu sentido. Tenho acompanhado os comentários das notícias aqui do Gameworld (interferido até, algumas vezes), e fico triste ao testemunhar disputas ilógicas, que às vezes se tornam praticamente embates sangrentos, cheios de ofensas – que, não raras vezes, se estendem aos autores das notícias, que apenas estão exercendo sua profissão de jornalista.
Qual o objetivo do videogame? “Divertir”, todos devem responder prontamente. Então, por que tantas pessoas se esquecem disso e transformam os games em armas para atacar ou ridicularizar seus “inimigos”? Parecem membros de facção, cujo sectarismo cego impede de aceitar quaisquer qualidades dos que estão “do lado errado”. Nintendistas criticam a Sony e seu PSP, vangloriando o Nintendo DS. Sonystas atacam a Big N e seu portátil de duas telas. Pior: nintendistas e sonystas se atacam mutuamente! Vou aqui fazer analogias inusitadas, mas que, acredito, ilustram bem esse cenário: o que têm em comum Jesus, Santos Dumont e Shigeru Miyamoto? Todos tinham um ideal, que foi desfigurado pelos seus seguidores ou usuários de suas criações.
Jesus ensinou o amor, e o que fizeram com seu legado? Transformaram em motivo para matar pessoas. Alberto Santos Dumont inventou o avião, e o que se fez de sua criação? Uma arma de guerra (o que motivou seu suicídio por inconformação, em 1932). E Shigeru Miyamoto, o que ele visa criando jogos? Divertir, puxa!!! E o que as pessoas fazem com suas obras? As usam como artefatos bélicos para bombardear os supostos adversários, enquanto estes não hesitam em desmerecê-las. Guardadas as proporções, o cenário é o mesmo.
Não seria melhor se todos procurassem enxergar as qualidades de cada console ou jogo? Que experimentassem jogar e se divertir em vez de atacar e perder a oportunidade de curtir clássicos? Não estariam assim perdendo partes importantes da história do videogame?
Todo extremismo fere o bom-senso – melhor: rasga-o em pedacinhos e joga-o na fogueira! O que seria do mundo sem a livre concorrência? Quem sabe estaríamos ainda jogando Atari com seus sprites amórficos na tela – e achando isso o máximo! É graças à concorrência, que impele o progresso, que estamos no estágio de evolução atual. Não ganhamos todos com isso?
Eu, por exemplo, tinha apenas um GameCube, que escolhi para jogar Metroid Prime, The Legend of Zelda: Wind Waker e Resident Evil Remake e Zero – e também aproveitei para jogar outras coisas excelentes, como F-Zero GX e Eternal Darkness. Contudo, nunca subestimei os grandes títulos da concorrente da Nintendo (e não minha). Sempre quis jogar mais Final Fantasy X, Metal Gear Solid 2 e Grand Theft Auto. Por isso, há pouco tempo, suei para adquirir um PlayStation 2. Com ele também estou podendo curtir momentos inesquecíveis com Metal Gear Solid 3, Dragon Quest VIII e outros. Se gostaria de ter um Xbox? É óbvio que sim! Então eu poderia experimentar melhor Ninja Gaiden, Dead or Alive, Halo… E também não deixo de jogar uma coisa ou outra no PC de vez em quando.
Você não tem todos os consoles? Sem problemas. Jogue na casa de um amigo. Não conhece ninguém que tenha? Tudo bem, mas que tal não criticar antes de ter a oportunidade de provar da diversão que cada título tem a oferecer? Afinal, nem a Sony, nem a Nintendo, nem a Microsoft estão colocando dinheiro no seu bolso por defendê-las; estão, sim, tornando sua vida mais colorida com os jogos que suas máquinas podem proporcionar. Pense nisso…

—–

Ah! Só por curiosidade: não tenho computador e nem acesso à internet em casa, então, não tenho como navegar nos finais de semana. Isso significa que atualização de hoje, sábado, foi feita do trabalho. Isso mesmo! EGM Brasil 58 vai para a gráfica na segunda-feira, então, estou por aqui por mais um tempinho para me certificar de que nada vai dar errado. Apenas se o MR. Robson não tivesse me dado o cano…

Post to Twitter Post to Plurk Post to Delicious Post to Digg Post to Facebook Post to Reddit Post to StumbleUpon

Tags: , ,
Posted in Divagações, Internet, Istas | 11 Comments »

Revistas de games ontem e hoje

Posted by Fabão on 16th outubro 2006

Outro dia estava me lembrando de uma entrevista que eu dei em julho de 2005 para os caras da Revista RPG, uma excelente revista online sem periodicidade definida sobre RPGs feita por uma equipe muito talentosa e publicada no fórum do UOL Jogos. Naquela ocasião, eu ainda era o editor da SuperDicas PlayStation, e estava cedendo uma entrevista para a terceira edição da Revista RPG, sobre minha vida como editor de revistas de games. A entrevista foi conduzida pelos amigos Thiago Nunes (Kefka Extreme) e David Saraiva (Masamune), que, inclusive, já tiveram textos publicados na SDP. A certa altura, eles me perguntaram sobre as diferenças entre fazer revistas de games na época em que comecei e atualmente (bem, hoje nem tão atualmente)… Enfim, tomo a liberdade de transcrever esse trecho da entrevista:

Masamune: Quais as maiores diferenças na publicação de uma revista de games entre hoje e a época da Gamers?
Fábio Santana: Nossa! É MUITO diferente! Na época em que comecei a trabalhar na Gamers, como já disse, eu tinha que fazer a revista sozinho, inclusive tinha que diagramar um pouco. Com o passar do tempo, fui aprendendo mais e mais sobre design e dominando melhor os softwares, e isso acabou virando um padrão: quem escrevia a matéria, também diagramava as páginas dela. Agíamos muito por improvisação e tínhamos uma abordagem muito mais de fãs que de profissionais. Como um estúdio externo e independente que fazia revistas para a editora Escala, tínhamos pouca verba, mas muita disposição.
Hoje eu trabalho numa grande editora, onde fazemos produtos que envolvem diversos departamentos e muitos níveis organizacionais. É uma outra estrutura, outra realidade. Hoje temos uma excelente repercussão lá fora, inclusive, por publicarmos a edição brasileira da EGM e por termos a revista oficial da Nintendo no Brasil, entre outros fatores. Isso nos dá regalias como conversar com produtoras no exterior para conseguir materiais exclusivos, notícias em primeira mão, entrevistas com criadores de games, etc. Podemos visitar eventos de games no exterior – esse ano, pude ir para a E3 pela primeira vez!!! Tem coisa melhor que isso?
Na Gamers não tínhamos nada disso, mas acredito que cada realidade tenha seus aspectos positivos. Naquela época, eu tinha muito mais tempo para jogar, de fato experimentava tudo aquilo sobre o que escrevia, terminava vários games… Hoje, leio muito mais a respeito dos games do que os jogo de verdade, como gostaria. Não sobra muito tempo para eu exercitar essa minha paixão. Como editor da SuperDicas PlayStation, sou encarregado de tarefas muito mais burocráticas, reuniões, contatos por telefone, dezenas de e-mails por dia… As responsabilidades são inúmeras! Mas continuo gostando do que faço!
Hoje tenho toda uma estrutura para me dar suporte, temos departamentos para cuidar de assuntos específicos e nos livrar de preocupações não relacionadas à produção de revistas – não tenho mais que diagramar matérias, por exemplo, apesar de continuar curtindo muito me aventurar nessa área. Temos verba para gastar em coisas bacanas para melhorar as publicações, podemos estudar brindes legais, organizar promoções. Fora que temos reunidos na redação alguns dos maiores talentos no segmento no Brasil. É um prazer trabalhar ao lado de figuras como Pablo Miyazawa, Eduardo Trivella, Jocelyn Auricchio, Ronaldo Testa, além de vários outros que já passaram por aqui, como Felipe Azevedo, Ronny Marinoto, Eric Araki… Aprendi MUITO com essa gente, e continuo absorvendo técnicas, conhecimento e sapiência cercado de tantos talentos!
Voltando ao cerne da questão, outra coisa que acredito que tenha mudado bastante foram as oportunidades de ingressar no ramo. Como o jornalismo de games já está consolidado e as publicações do segmento já estão bem estabelecidas, é muito mais difícil de entrar no mercado hoje do que quando comecei a trabalhar com revista. Duvido que hoje eu teria uma oportunidade como aquela. A realidade é outra, o mercado é maior e as exigências são muitas: faculdade, conhecimento especializado, experiência no ramo… As portas, infelizmente, estão muito fechadas para a revelação de novos talentos. Sei que tem muita gente boa por aí dando sopa, mas hoje as empresas gigantes dificultam o desabrochar dessas sementes promissoras. Uma pena, realmente.

Ok, desde a entrevista, quase um ano e meio se passou, amigos deixaram a Conrad/Futuro (mas não deixaram de ser amigos), eu me tornei editor da EGM Brasil e hoje sinto que as coisas são ainda diferentes de quando eu estava à frente da SDP.
Para começar, mais responsabilidades. O público é muito mais variado e mais exigente (alguns até chatos, o que me motivou a fazer o post anterior, mas esses são excessão). A revista é licenciada, mas é necessário equilibrar conteúdo americano (apenas o que é mais interessante e melhor se adapta aos gostos brasileiros) e original (o que dá um trabalhão pra fazer). É preciso elaborar pautas criativas e relevantes, fugindo do arroz-com-feijão dos previews-reviews-notícias. Notícias? Foi-se o tempo em que revistas eram fonte delas. Hoje tem a internet, e quase todos têm acesso a essa tal “vilã”, que nos obriga a matutar para criar uma diferenciação, buscando matérias que atraiam mesmo os que internautas muito bem inteirados das notícias diárias do mundo dos games. Por isso é importante manter contato direto com as produtoras lá fora, para descolar alguma exclusiva ou entrevistas bacanas.
Sim, muita coisa mudou desde os tempos de Gamers de 64 páginas a R$ 2,90 e detonado de Final Fantasy VII japonês em cinco edições (se bem que colaborei com o Douglas Pereira no detonado de FFXII japa em três edições da SDP recentemente), mas o entusiasmo continua o mesmo. Afinal, esse mercado se renova e minha paixão pelos games jamais vai morrer – daí o título do meu blog, que nem demorei muito para decidir, já que, para mim, ser jogador é realmente um estilo de vida. E deixa eu ir acabando o post por aqui que tem mais revistas pra fazer…

Como bônus, seguem os links para baixar as três primeiras edições da Revista RPG em PDF. Leitura recomendadíssima!

Revista RPG #01
Revista RPG #02
Revista RPG #03

Post to Twitter Post to Plurk Post to Delicious Post to Digg Post to Facebook Post to Reddit Post to StumbleUpon

Tags: , ,
Posted in Divagações, Internet, Jornalismo de games | 18 Comments »

 

Twitter links powered by Tweet This v1.6.1, a WordPress plugin for Twitter.