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    Este é um blog sobre o estilo de vida gamer, o estilo de quem compreende os jogos eletrônicos como forma de arte, cultura, negócio e entretenimento; o estilo de quem joga, mas sobretudo de quem pensa os jogos; o estilo de quem se assume gamer, e vê nisso não um escapismo, mas um complemento a todos os outros aspectos e aspirações de sua existência serenamente revolta. Espere tópicos filosóficos, amenidades, discussões, polêmicas, opinião, tudo isso junto e nada disso também. Enfim, viva o estilo de vida gamer e venha aqui debatê-lo.
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Análise: Resonance of Fate (PS3, 360)

Posted by Fabão on 5th junho 2010

Resonance of Fate

Um RPG difícil de acompanhar, mas cheio de boas ideias

Sistemas: PlayStation 3, Xbox 360
Produção: Sega
Desenvolvimento: tri-Ace
Lançamento: 16 de março de 2010 (EUA)
Saiba mais: http://www.sega.com/rof/ (em inglês)

É significativo o fato de Resonance of Fate ser o primeiro jogo da desenvolvedora tri-Ace a não ser lançado pela Square Enix. O estúdio fechou acordo de publicação com a Sega, alegando que a produtora estava mais aberta a novas ideias que sua parceira de longa data. Também é notável o posicionamento do jogo no calendário de lançamentos, colado à superprodução Final Fantasy XIII. Evidencia melhor o contraste entre os dois títulos: enquanto o popular RPG da Square Enix busca acessibilidade e abandona convenções do gênero, a nova criação da tri-Ace prima pelo hermetismo e extrapola os elementos que têm contribuído para fechar os RPGs em um restrito círculo de apreciadores.

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Posted in Análises, Editora Europa, PlayStation 3, Xbox 360, Íntegras | 4 Comments »

15 anos de Sega Saturn e minha devoção pelo console

Posted by Fabão on 23rd novembro 2009

SegaSaturn_Artistic

Neste domingo, dia 22 de novembro, o Sega Saturn completou 15 anos desde seu lançamento no Japão.  O console foi lançado a ¥44.800, com cinco jogos disponíveis: Virtua Fighter, WanChai Connection, Myst, Tama e Mahjong Gokuu Tenjiku. Poucas semanas depois, o Japão testemunhou a chegada do novato PlayStation, da Sony, e, ao longo dos anos, o concorrente ganhou a simpatia das produtoras e do público, encerrando prematuramente a carreira do console da Sega. Mas foi uma vida muito produtiva, não obstante o hardware hermético e as vendas tímidas. Só no Japão, o console recebeu mais de 1000 jogos, incluindo os melhores jogos de luta 2D de sua geração e muitos grandes e obscuros shooters e RPGs.

Dados sobre vendagem são conflitantes: o artigo da Wikipedia em inglês cita dois números de fontes diferentes, 9,5 milhões e 17 milhões de unidades vendidas no mundo todo; já o artigo da Wikipedia japonesa é mais categórico: 8,76 milhões de consoles no mundo, 5,8 milhões apenas no Japão. Um número mais plausível que eu cheguei a ver é de 14,46 milhões de unidades no mundo, sendo 5,6 milhões em terras nipônicas e outros 8,86 milhões de consoles no restante do mundo. No Japão, o jogo mais vendido do Sega Saturn foi Virtua Fighter 2, febre absoluta na época, com 1,4 milhão de unidades vendidas – também foi o único do console a ultrapassar 1 milhão em vendas no Japão.

Com a chegada do Dreamcast, em novembro de 1998 no Japão, todos os recursos financeiros da Sega foram direcionados à nova plataforma, e o Sega Saturn definhou: após receber 319 jogos em 1996 e 351 em 1997 em território japonês, a oferta de títulos foi reduzida a 215 em 1998 e apenas 17 em 1999. Em 2000, seu último ano de lançamentos licenciados no Japão, o Saturn ganhou apenas três jogos – o último foi Yukyuu Gensoukyoku: Perpetual Collection, no dia 7 de dezembro, uma coletânea de títulos lançados previamente para o console (o que torna Final Fight Revenge, de 30 de março, o último jogo original lançado para o console). Nos EUA e Europa o console já havia sido interrompido há muito mais tempo, em 1998, com Magic Knight Rayearth e Deep Fear, respectivamente.

Atualmente, o console e seus jogos são muito procurados por colecionadores, dada a alta qualidade de muitos deles e a raridade de alguns. Há excelentes títulos muito acessíveis e gemas singulares a preços exorbitantes. Eu comecei a montar minha biblioteca de jogos na própria época de ouro do console, mas a ampliei consideravelmente nos últimos tempos, buscando boas ofertas em leilões japoneses. Abaixo, uma parte do que acumulei ao longo desses 15 anos de história.

SaturnCollection_Fighters

Aqui, reuni principalmente os grandes jogos de luta. Em volta do tradicional Saturn cinza, japonês, e do controle arcade original da Sega, os títulos de pancadaria da Capcom e da SNK. Tenho Vampire Savior, X-Men Vs. Street Fighter e o raríssimo Street Fighter Zero 3 na caixa e com seus respectivos cartuchos de 4 MB de RAM. Ainda da Capcom, Street Fighter Zero 1 e 2, Street Fighter Collection, Vampire Hunter, X-Men: Children of the Atom, Marvel Super Heroes, Marvel Super Heroes Vs. Street Fighter (versão standalone), Pocket Fighter e duas versões de Cyberbots, a convencional e a grande caixa limitada, com artbook e número de série. Da SNK, The King of Fighters 95 com cartucho de ROM e Samurai Shodown III, Real Bout Fatal Fury e Real Bout Fatal Fury Special com cartucho de 1 MB de RAM. Em versões convencionais, Fatal Fury 3, The King of Fighters 96 e 97 e World Heroes Perfect. De penetra na foto, versão completa de NiGHTS Into Dreams…, incluindo o controle analógico.

SaturnCollection_RPGs

Acima, RPGs e afins, gênero muito produtivo para o console no Japão, que infelizmente não viu muitas traduções para o inglês. Indo na ordem desta vez, a foto começa com Langrisser IV, Shining Force III: Scenario 3,  Panzer Dragoon Zwei (é shooter, eu sei), Azel: Panzer Dragoon RPG (grande jogo com quatro CDs, a versão americana é caríssima) e Enemy Zero do Kenji Eno na primeira fileira. Abaixo, começa com todas as versões de Grandia: a demo Grandia Prelude (raro), Grandia propriamente dito e o disco de extras Grandia Digital Museum.  Ao lado, os excelentes Sakurai Taisen 1 e 2. Mais abaixo, Lunar: Silver Star Story, Lunar: Magic School e Lunar 2: Eternal Blue; depois, a dupla de adventures cyberpunk Policenauts e Snatcher, de Hideo Kojima. Na última fileira, o demoníano e cômico Tengai Makyou: Daishi no Mokushiroku, o raro Castlevania: Symphony of the Night, o penetra Christmas Nights e duas versões do estratégico Super Robot Taisen F. Mais ao lado, Resident Evil, o fantástico jogo de estratégia Dragon Force e Samurai Shodown RPG.

SaturnCollection_Misc

Por fim, jogos da divisão AM2 da Sega, liderada pelo lendário Yu Suzuki, e outras coisas. Dá para ver Daytona USA, Daytona USA Championship Circuit Edition, Sega Rally, Virtual-On, Virtua Fighter 1, Remix e 2 (esqueci de incluir o VF Kids na foto), Fighting Vipers, Fighters Megamix, Decathlete e Virtua Cop. Ainda dignos de menção na foto estão o frenético Wipeout e a excelente e rara versão do shooter Gokujou Parodius Da! Deluxe Pack, da Konami, além do interessante Assault Suit Leynos 2.

Tenho muitos outros jogos de Saturn japoneses aqui em casa, várias duplicatas e títulos menores. Sem contar os jogos americanos que estão na casa da minha mãe, incluindo os caríssimos Dragon Force e Albert Odyssey Gaiden, da saudosa Working Designs. Apesar de eu ter uma formação Nintendo, o Sega Saturn acabou sendo o console a que mais dediquei esforços de colecionador – e ainda há muitos títulos que cobiço, como Dungeons & Dragons Collection, Radiant Silvergun, Groove on Fight, Princess Crown, Devil Summoner: Soul Hackers, Metal Slug… O 32-bit da Sega foi e continua sendo muito importante na minha formação como jogador, então é com especial satisfação que digo: feliz aniversário, Sega Saturn!

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Posted in Artigos, Retrô, Sega | 12 Comments »

Meme: As Mentes Criativas da Indústria

Posted by Fabão on 26th junho 2008

E se ele fosse game designer?

O Dori Prata lançou seu primeiro meme e já começou bem: com uma relação de game designers geniais. E que relação! Principalmente pela inclusão de Yu Suzuki, a quem devo centenas de horas tentando penetrar nas nuanças de Virtua Fighter e, acima de tudo, a experiência quase libertadora de Shenmue (onde está o terceiro jogo, Suzuki? Aliás, onde está você, cara?); e do magnânimo Fumito Ueda, um gênio colossal, sem sombra de dúvidas, e icônico também.

Como fui um dos convidados para levar a idéia adiante (valeu, Dori!), decidi elaborar, na primeira oportunidade, uma listinha de caras que admiro na indústria. Porém, resolvi deixar de fora as obviedades mais óbvias (desculpem o pleonasmo, foi só para inserir dois links mesmo >_< ) para privilegiar figuras menos citadas.

Antes de começar, gostaria de explicar algumas ausências em especial. Tive muita vontade de colocar na lista Tomohiro Nishikado, por respeito, Tohru Iwatani, por consideração, e Keita Takahashi, por agradecimento. Mas não consigo passar por cima do fato de que eles são One Hit Wonders. Nishikado desencanou mesmo, Iwatani ainda tentou algo com o obscuro Libble Rabble, sem sucesso, e Keita-san ainda pode emplacar outro sucesso com Nobi Nobi Boy. Outro: saca o Guchi? O Hironobu Sakaguchi? Então, até o incluiria na lista pelo conjunto da obra, mas deixá-lo-ei de fora por ultimamente ter sido tão arcaico quanto uso de mesóclise. Por fim, deu uma vontade de falar sobre o Yuji Naka, mas ponho em cheque o seu talento sem a parceria de Naoto Oshima, e também prefiro esperar que ele lance alguma coisa nova, já que não o fez desde que saiu da Sega em março de 2006 para fundar seu estúdio Prope.

Além das ausências voluntárias, há algumas que só vieram com muito pesar. Como eu queria uma lista com cinco designers (mais que isso e o texto ficaria grande demais – não que isso seja um problema, na verdade, mas estou sem tempo agora), tive que filtrar minha lista de mentes criativas. Por isso, embora eles não estejam abaixo, considere estas pessoas homenageadas: Toshihiro Nagoshi, o produtor de bronze, Atsushi Inaba, o produtor de platina (rá!), Shinji Mikami, outro platinado, e Yasumi Matsuno, o homem dos jogos minuciosos e maduros, detentor de dois 40/40 da Famitsu (o que, em si, não significaria muito) e o monstro mais f*d@ de FFXII.

Ah! Também não vão reclamar que a lista é por demais nipônica. Não consigo evitar :p . Para remediar, aproveito para repassar o meme para a equipe do Hadouken (e sei que o Mestre Barros fará merecida homenagem a um saudoso designer e engenheiro), para o Freeko Bueno, para o Guerreiro Guerra, para os manos do Blogeek, para o Renato “Watch” Pelizzari e para Marcel R. Goto, o de raciocínios fascinantes, em seu Lenda Urbana.

[ATUALIZAÇÃO:]
• A lista original do Dori Prata no Meio Bit Games.
• O Lucas Patrício deu a contribuição dele no GoLuck.
• O Bruno Julião fez belas homenagens no WiiReview.
• O Ryunoken também registrou seus tributos no WarpZona.
• Pedro “Jigu” Giglio teceu fascinante lista no Working Class Anti-Hero.
• Alexei Barros elaborou outra relação brilhante no Hadouken.
• O Rodrigo Flausino deu o ponto de vista game dev no… Rodrigo Flausino.

A seguir, a lista que elaborei brevemente, sem ordem de preferência, com as ressalvas já citadas, dos que considero os “Einsteins dos videogames”. Depois do “salto“.

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Posted in Arte, Indústria de games, Listas, Meme | 28 Comments »

 

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