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    Este é um blog sobre o estilo de vida gamer, o estilo de quem compreende os jogos eletrônicos como forma de arte, cultura, negócio e entretenimento; o estilo de quem joga, mas sobretudo de quem pensa os jogos; o estilo de quem se assume gamer, e vê nisso não um escapismo, mas um complemento a todos os outros aspectos e aspirações de sua existência serenamente revolta. Espere tópicos filosóficos, amenidades, discussões, polêmicas, opinião, tudo isso junto e nada disso também. Enfim, viva o estilo de vida gamer e venha aqui debatê-lo.
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Análise: Resonance of Fate (PS3, 360)

Posted by Fabão on 5th junho 2010

Resonance of Fate

Um RPG difícil de acompanhar, mas cheio de boas ideias

Sistemas: PlayStation 3, Xbox 360
Produção: Sega
Desenvolvimento: tri-Ace
Lançamento: 16 de março de 2010 (EUA)
Saiba mais: http://www.sega.com/rof/ (em inglês)

É significativo o fato de Resonance of Fate ser o primeiro jogo da desenvolvedora tri-Ace a não ser lançado pela Square Enix. O estúdio fechou acordo de publicação com a Sega, alegando que a produtora estava mais aberta a novas ideias que sua parceira de longa data. Também é notável o posicionamento do jogo no calendário de lançamentos, colado à superprodução Final Fantasy XIII. Evidencia melhor o contraste entre os dois títulos: enquanto o popular RPG da Square Enix busca acessibilidade e abandona convenções do gênero, a nova criação da tri-Ace prima pelo hermetismo e extrapola os elementos que têm contribuído para fechar os RPGs em um restrito círculo de apreciadores.

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Análise: Final Fantasy XIII (PS3, 360)

Posted by Fabão on 30th maio 2010

Final Fantasy XIII

Controladora e intransigente, a superprodução do JRPG enfim se descortina

Sistemas: PlayStation 3, Xbox 360
Produção: Square Enix
Desenvolvimento: Square Enix
Lançamento: 9 de março de 2010 (EUA)
Saiba mais: http://www.finalfantasyxiii.com/ (em inglês)

Houve um tempo em que o mercado de games era mais simples. Videogame era Nintendo e Sega, jogos não precisavam de patches e Final Fantasy era sinônimo de RPG. Cada novo episódio da série da Square era comemorado e passava a ditar as regras para seu gênero de jogo. Já o recém-lançado Final Fantasy XIII, superprodução e estreia da marca na atual geração de consoles, não desfruta do mesmo conforto.

Nos últimos tempos, os diversos gêneros de jogos têm se interpenetrado e as múltiplas culturas do entretenimento digital têm intercambiado experiências. Relativizadas, as obras são objeto de discussões de fundo estético e estrutural, e aquelas que se aderem com tenacidade a conceitos ultrapassados têm suas chagas históricas expostas. Os RPGs japoneses, ou JRPGs, gênero praticado e aperfeiçoado por Final Fantasy, são estigmatizados pela persistência de personagens estereotipados, clichês narrativos, progressão linear, mecânicas complicadas e extenuantes sessões de evolução compulsórias.

As diferenças culturais muitas vezes são ignoradas nesses debates, e as críticas são, em grande parte, motivadas pela migração dos RPGs de computador para os consoles, resultado da decadência do mercado de jogos de PC. Capitaneada por BioWare (Mass Effect, Dragon Age: Origins) e Bethesda (The Elder Scrolls IV: Oblivion, Fallout 3), essa família de WRPGs (Western RPGs, ou RPGs ocidentais) tem florescido nas novas plataformas e influenciado mais designers e críticos.

Em face desse contexto, Final Fantasy XIII tem muito que provar. A série sempre foi o epítome do JRPG, sinônimo de proezas tecnológicas, misto de apego e desprezo pelas convenções da vertente oriental do gênero. Após um período de desenvolvimento de mais de quatro anos, o décimo terceiro título numerado estreia em uma geração que não está mais tão receptiva a suas velhas idiossincrasias, e ainda carrega a responsabilidade de superar um predecessor que resolveu quase todas as queixas clássicas contra sua linhagem.

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Análise: Mega Man 10 (PSN, XBLA, WiiWare)

Posted by Fabão on 22nd maio 2010

Mega Man 10

Manifesto retrô, edição revisada e ampliada

Sistemas: PlayStation 3 (PSN) / Xbox 360 (XBLA) / Wii (WiiWare)
Produção: Capcom
Desenvolvimento: Inti Creates
Lançamento: 1º de março de 2010 (WiiWare, EUA)
Saiba mais: http://megaman.capcom.com/10/ (em inglês)

Quando a Capcom anunciou Mega Man 9 com uma estética que imitava a era 8-bit, o público se dividiu entre nostálgicos curiosos e modernos hesitantes. A empresa alegava a busca por certa pureza contida nos primeiros jogos da série, particularmente em Mega Man 2, considerado o mais bem acabado exemplar da vertente clássica. Para isso, depurou tecnologias, recursos e camadas de complexidade introduzidos nas duas gerações subsequentes e produziu como que um jogo de NES.

O lançamento questionou sua mídia quanto à importância do conteúdo em uma indústria tão centrada na forma, e propôs o desafio de limitar a tecnologia, em absoluto contraste com as megaproduções movidas por orçamentos milionários e teraflops de processamento. A resposta foi um manifesto minimalista disfarçado de produto retrógrado: Mega Man 9 se beneficiou de um design de fases sofisticado, uma jogabilidade meticulosa e recursos contemporâneos, como rankings e replays online e o próprio método de distribuição do jogo, por via digital.

Não foi uma atitude isolada da Capcom, configurando-se quase como um movimento retroativo (vêm à mente Contra 4, o conjunto de Rebirths da Konami, Retro Game Challenge e, com menos ousadia, New Super Mario Bros.). E, agora que a nostalgia já não é fator distintivo e que a Capcom já reencontrou a essência perdida, qual é o papel do inevitável Mega Man 10? Resgatar outra tradição da empresa – capitalizar sobre suas marcas mais famosas com sequências.

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Play-Asia com descontos imperdíveis

Posted by Fabão on 4th janeiro 2010

A Play-Asia deve estar fazendo um saldão, não é possível. Dando uma olhada casual na loja virtual, resolvi vasculhar a seção de descontos e encontrei diversos itens por preços bem convidativos. Como também há muita tranqueira, resolvi filtrar as ofertas, e listo abaixo as que recomendo. Não sei por quanto tempo os itens ficarão com descontos, então, é melhor aproveitar logo. ^_~

PSP

Jeanne D’Arc: US$ 12,90

God of War: Chains of Olympus (Greatest Hits): US$ 14,90

Metal Gear Solid: Portable Ops Plus: US$ 17,90

Mega Man Maverick Hunter X: US$ 19,90

Street Fighter Alpha 3 MAX: US$ 24,90

PlayStation 3

Star Wars The Force Unleashed: US$ 24,90

MotorStorm (Greatest Hits): US$ 24,90

Ninja Gaiden Sigma (Greatest Hits): US$ 24,90

Xbox 360

Too Human: US$ 14,90

Mass Effect: US$ 19,90

Tomb Raider: Anniversary Edition: US$ 24,90

Lost Planet: Extreme Condition (Collector’s Edition): US$ 24,90

Nintendo DS

Ninja Gaiden: Dragon Sword: US$ 17,90

PlayStation 2

Okami (Greatest Hits): US$ 12,90

Onimusha 2: Samurai’s Destiny: US$ 12,90

Onimusha 3: Demon Siege: US$ 12,90

Devil May Cry 3 Special Edition (Greatest Hits): US$ 14,90

Art of Fighting Anthology: US$ 14,90

Fatal Fury: Battle Archives Volume 1: US$ 14,90

Street Fighter Anniversary Collection: US$ 17,90

The King of Fighters ‘98 Ultimate Match: US$ 19,90

Final Fantasy X (Greatest Hits): US$ 24,90

Final Fantasy XII (Greatest Hits): US$ 24,90

Kingdom Hearts II (Greatest Hits): US$ 24,90

Resident Evil 4 (Greatest Hits): US$ 24,90

Street Fighter Alpha Anthology: US$ 24,90

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Análise: The King of Fighters XII (AC/360/PS3)

Posted by Fabão on 24th outubro 2009

The King of Fighters XII

O rei das lutas perde a majestade

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Sistema: Xbox 360 / PlayStation 3
Produção: Ignition Entertainment
Desenvolvimento: SNK Playmore
Lançamento: 10 de fevereiro de 2009 (EUA)
Mais: Site oficial

Houve um tempo em que King of Fighters brigava com Street Fighter pela supremacia dos jogos de luta. Era a idade de ouro do gênero, e tanto SNK quanto Capcom produziam atualizações de suas séries em profusão. Na virada do milênio, a empresa criadora de KOF faliu e seu legado espalhou-se, comprometendo a qualidade da obra. A empresa se reformou sob o nome de SNK Playmore e mudou a filosofia de desenvolvimento: KOF, que até 2003 recebera atualizações anuais, então passaria a ter sequências numeradas, para se beneficiar de ciclos de criação mais longos. Assim, o jogo seguinte, KOFXI, chegou aos arcades apenas em 2005, dois anos após o episódio anterior.

Embora o décimo-primeiro jogo tivesse deixado para trás a placa MVS em favor do hardware mais atual Atomiswave, ele continuava reciclando artes e animações de jogos anteriores, resultando em um visual desgastado. Para o projeto seguinte, a SNK Playmore decidiu dar um passo adiante: trocaria novamente de hardware, para a moderna placa Type X2 da Taito, e renovaria totalmente o visual e jogabilidade. The King of Fighters XII foi uma aposta alta, uma tarefa ambiciosa que se revelou maior do que a empresa seria capaz de executar.
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Análise: Star Ocean: The Last Hope (360)

Posted by Fabão on 12th outubro 2009

Star Ocean: The Last Hope

Um RPG para jogadores muito dedicados

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Sistema: Xbox 360
Produção: Square Enix
Desenvolvimento: tri-Ace
Lançamento: 24 de fevereiro de 2009 (EUA)
Mais: http://na.square-enix.com/starocean

A empreitada da Microsoft para fazer seu Xbox 360 emplacar no Japão tem sido bem-sucedida, em muito graças aos RPGs exclusivos. Os seis jogos mais vendidos do console na região pertencem ao gênero, incluindo o presente Star Ocean: The Last Hope. A mais nova criação da tri-Ace teve uma semana de lançamento recordista (166 mil unidades vendidas), está ultrapassando o total acumulado do primeiro da lista (Blue Dragon e suas 203 mil cópias) e ainda deu ao Xbox 360 o gás necessário para quebrar a barreira de 1 milhão de consoles vendidos no Japão.

Essa aura de sucesso do novo Star Ocean em solo nipônico tem uma razão: ele é a síntese do JRPG, para o bem e para o mal – épico, complexo e exigente.

Ópera espacial


Quarto episódio da série de ficção-científica, The Last Hope é, na verdade, uma prequela, ambientada algumas centenas de anos antes de todos os outros capítulos. O pano de fundo é a busca por um novo lar após os eventos desastrosos da Terceira Guerra Mundial, em meados do nosso século XXI. Com as pesquisas de dobra espacial, iniciou-se uma nova e empolgante era. O jogo se passa no décimo ano desse novo calendário e encena a primeira missão oficial de exploração galática.

No início, você controla o jovem Edge Maverick e sua amiga de infância Reimi Saionji, mas o elenco se expande até nove personagens jogáveis e com dublagem questionável. O desenvolvimento da história, embora lento, é instigante e consistente. Como é praxe da série, o relacionamento entre os personagens é altamente explorado através de um sistema de afinidades que envolve cenas opcionais conhecidas como Private Actions.

Épico inesgotável


Como também é costume, a essência do jogo está no profundo sistema de batalhas baseado na ação. Você vê os inimigos no próprio mapa de exploração, o que permite uma aproximação estratégica antes de ativar o modo de batalha. Nas lutas, você controla um personagem de um grupo de quatro (os demais são comandados pela IA, com padrões de comportamento que você determina) e pode movimentá-lo livremente pelo campo e usar ataques físicos e especiais mapeados nos botões do controle. As possibilidades ficam bem interessantes com o Blindside (recurso para surpreender e atacar o ponto-fraco do inimigo), o Rush Mode (espécie de Limit Break) e a Bonus Board (que concede vários benefícios sob condições diferentes). Para tornar as coisas ainda mais complexas, o alto nível de personalização permite que você escolha e desenvolva as habilidades de cada personagem e ainda há outras bonificações com os Beats (espécie de postura ofensiva/defensiva).

Ainda segundo o hábito, há dungeons gigantescas com save points esparsos que podem ocasionar a perda de horas de jogo. E há muitas atrações secundárias, como a coleta de troféus de batalha, as muitas opções de criação de itens, colheita e mineração pelos cenários. Tais distrações, se levadas a sério, podem fazer o relógio de jogo passar facilmente das 100 horas.

Com tamanha escala, é uma pena que Star Ocean: The Last Hope seja tão conservador, talvez até um tanto arcaizante, no que diz respeito aos moldes do JRPG. Saves mais generosos e menos sessões de level grinding poderiam animar mais gente (e não apenas os japoneses tipicamente persistentes e completistas) a apreciar seus personagens cativantes e suas batalhas hipnotizantes.

AVALIAÇÃO
+ Sistema de batalha empolgante
+ Profusão de conteúdo
+ Narrativa interessante
- Poucos save points
- Dublagem sofrível

EM SUMA
Um JRPG majoritariamente conservador, mas intensamente apaixonante.

(Análise originalmente publicada na Revista Oficial do Xbox 360, edição 29, abril de 2009. Imagem: divulgação.)

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Torneio nacional japonês de Street Fighter IV

Posted by Fabão on 24th janeiro 2009

Jogadores de todo o Japão se reúnem para a final do torneio nacional

Jogadores de todo o Japão se reúnem para a final do torneio nacional

Japoneses cultuam certos jogos e se dedicam a eles com uma abnegação que dificilmente se vê no ocidente. Quase obsessivamente, aperfeiçoam suas habilidades à exaustão, apenas para conquistar notoriedade entre os membros de seu nicho. Basta procurar por vídeos de “perfect play” de shmups ou disputas de alto nível de jogos de luta para perceber o resultado de tanta entrega – e claro que não se conquista nervos de aço, reflexos de ninja e julgamento preciso sem abdicar de muitas coisas na vida.

Com Street Fighter IV, lançado nos arcades de lá em junho de 2008, não é diferente. Ainda mais com o fato de o jogo adotar um sistema de ranqueamento nacional computado e exibido em cada máquina. Quando se começa a jogar, você compra um cartão para gravar seus dados e o utiliza em todas as partidas. Conforme vence, conquista Battle Points. Se perde, é penalizado em seus BPs. O sistema coleta os dados de todos os jogadores em tempo real e exibe na tela de ranking do jogo. Assim, todos no país inteiro sabem como está a classificação geral – saiba mais sobre os BPs e como eles determinam o nível de habilidade dos jogadores aqui. É um sistema consagrado que começou, nos jogos de luta, com Virtua Fighter 4 e foi adotado também por Tekken 5 e 6, por exemplo. Tal sistema, combinado com a dedicação natural dos jogadores japones, explica a beleza e a técnica das partidas que eles promovem, uma fonte de consulta para entusiastas e jogadores profissionais do mundo todo.

O que acontece, então, quando se promove um torneio nacional, congregando os melhores dos melhores? Puro frenesi é o que acontece, e foi assim no dia 18 de janeiro último, quando a Capcom promoveu a grande final de Street Fighter IV. Seletivas regionais vinham acontecendo desde novembro de 2008, e 112 jogadores se classificaram, com mais 16 sorteados no dia para completar as chaves com 128 participantes.

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Análise: The Last Remnant (Xbox 360)

Posted by Fabão on 20th janeiro 2009

The Last Remnant

Um encontro de filosofias conflitantes

Wallpaper de Last Remnant em 1280 x 1024

Sistema: Xbox 360
Produção: Square Enix
Desenvolvimento: Square Enix
Lançamento: 20 de novembro de 2008 (EUA)
Mais: http://na.square-enix.com/remnant/

Não é de hoje que a indústria japonesa de jogos tenta se reinventar, tanto criativa quanto economicamente. A estagnação do mercado nipônico fez crescer a importância do norte-americano e deu início a um surto de exploração do território europeu. É a globalização dos jogos, e esse movimento tem dado resultados tão progressistas quanto a americanização de Metal Gear Solid no quarto jogo ou as produções japonesas para o gosto ocidental, como Lost Planet e Dead Rising. À sua maneira, a Square Enix também adere à tendência. Ou, antes, retoma e renova a prática, já que a gigante dos RPGs criou Final Fantasy Mystic Quest e Secret of Evermore sob medida para o público americano nos anos 1990.

Mas, no contexto atual, a necessidade é de misturar traços estilísticos para maximizar potencial de mercado, e o experimento da Square Enix nesse esforço combinatório é The Last Remnant. Desde a concepção, o projeto foi dedicado à miscigenação: foi a primeira vez que a empresa dispensou o uso de engine proprietária, preferindo licenciar a Unreal Engine 3 com SpeedTree, duas soluções de desenvolvimento americanas. Também foi o primeiro RPG da empresa criado para lançamento simultâneo no Japão, EUA e Europa, com sincronia na implementação de dublagem em inglês e japonês e legendas nos dois idiomas mais alemão, francês, italiano e espanhol. Mas não é apenas na produção que o jogo une territórios e culturas. É principalmente no design que as tradições e gostos polarizados se chocam, mas em vez de resultarem em um pacote coerente, produzem uma mistura tão heterogênea quanto óleo e água.

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Íntegras: Too Human (Review, 360) [ROX 22, 10/2008]

Posted by Fabão on 19th setembro 2008

Too Human

A ovelha negra de uma nobre estirpe

Sistema: Xbox 360
Produção: Microsoft Game Studios
Desenvolvimento: Silicon Knights
Lançamento: 19 de agosto de 2008 (EUA) / 17 de setembro de 2008 (Brasil)
Mais: http://www.xbox.com/pt-BR/games/splash/t/toohuman/

O processo de criação de um filho é um desafio fascinante. Há que se dar amor, atenção, valores, instrução, sustento e, ainda assim, atentar para as boas e más propensões para fazer as correções de percurso possíveis. Como o rebento é uma consciência livre, evidente que ele trilhará as sendas que lhe parecerem mais convenientes ou atraentes. Caso o percurso não siga na direção almejada pelos genitores nos primeiros passos da criança, a tendência é que os pais tentem dissimular os problemas ou atenuar seus efeitos perante os outros, na tentativa de proteger a cria da opinião alheia. Em casos extremos, levados pela incondicionalidade da estima, os defeitos do filho escapam mesmo às vistas dos pais – a ilusão, para eles, consciente ou inconscientemente, é melhor que o fracasso do projeto ternamente anelado e longamente praticado.

Ao longo da vida, somos pais não apenas de crianças. Uma família assim, exemplar até, é a da Silicon Knights.  Sob os auspícios do patriarca Denis Dyack, filhos virtuosos cresceram e fizeram nome: Legacy of Kain, Eternal Darkness, Metal Gear Solid: The Twin Snakes. Mas dizem que toda família tem uma ovelha negra, e o garoto problema do lar de Dyack é Too Human, cuja (má) fama o precedeu.

(Continue lendo após o “salto”)

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Íntegras: Sobre Exclusividades [D&T PlayStation 115, 08/2008]

Posted by Fabão on 14th agosto 2008

Final Fantasy XIII é mais um que cedeu aos novos tempos

Final Fantasy XIII é mais um que cedeu aos novos tempos

Exclusividade de Ninguém

Cenário agressivo da atual geração fecha o cerco contra os jogos que privilegiam uma única plataforma

A coletiva de imprensa da Microsoft trouxe o maior (talvez o único verdadeiro) megaton da E3 2008: Final Fantasy XIII, agora também no Xbox 360. A notícia foi encarada como um soco no estômago por alguns proprietários de PlayStation 3, e até como uma facada nas costas pelos mais extremistas – que parecem ignorar o fato de que o jogo continua previsto para PS3. Para a Sony, apesar de certamente não ter sido nenhuma surpresa, também não foi um acontecimento agradável: “Acho que decepcionado é realmente um termo apropriado”, confessou um resignado Jack Tretton, presidente da SCEA, durante uma entrevista coletiva no evento.

O anúncio é mais importante pelo que ele simboliza do que pelo fato em si. Desde que a Square rompeu com a Nintendo, em meados dos anos 1990, as seqüências numeradas de Final Fantasy eram exclusividade do PlayStation (à exceção do MMORPG FFXI, que é um caso à parte). O décimo terceiro jogo da série permanecia forte como um dos últimos baluartes de uma era que já morreu, a das exclusividades.

(Leia mais após o “salto”)

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